MERCADO E CIAAGRICULTURANOTÍCIAS – ABERTURA DO MERCADO – Clima sustenta preço do milho no Brasil

Fonte:Pixabay

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O mercado brasileiro de milho manteve preços firmes nesta terça-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os produtores e cooperativas mantêm as estratégias de reter a oferta de milho no mercado disponível, avaliando um difícil quadro climático além da perspectiva de desvalorização cambial no curto prazo.

A falta de chuvas gera grande apreensão quanto às possíveis perdas na safrinha. "As negociações envolvendo a safrinha apresentam boa fluidez, principalmente no Mato Grosso. As preocupações se tornam mais implícitas no Paraná, com projeção de perdas significativas em algumas áreas do estado", avalia Iglesias.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais altos. O mercado avaliou o lento do plantio norte-americano de milho. Os investidores também começaram a se posicionar frente ao relatório de oferta e demanda de maio, que será divulgado na quinta-feira pelo Departamento de

Agricultura dos Estados Unidos. A expectativa é de que a safra estadunidense 2018/19 seja inferior à colhida na temporada 2017/18.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta segunda o relatório sobre a evolução do plantio das lavouras de milho. Até 6 de maio, a área plantada estava estimada em 39%. Em igual período do ano passado, o número ficava em 45%. A média para os últimos cinco anos é de 44%. Na semana anterior, o número era de 17%.

 

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Julho/2018: 4,03 (+2,50 cents)

  • Setembro/2018: 4,11 (+2,75 cents)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 42,00

  • Paraná: 40,00

  • Campinas (SP): 43,00

  • Mato Grosso: 29,00

  • Porto de Santos (SP): 39,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 40,50

  • São Francisco do Sul (SC): 40,50

Soja

O mercado brasileiro de soja teve uma terça-feira de preços mistos e com negociações restritas, sem movimentações relevantes no dia. O mercado chegou em determinado momento a ter melhor atividade, quando a Bolsa de Chicago chegou a ter ganhos mais significativos, mas perdeu forças ao longo do período. O dólar também avançou melhor do que no fechamento, o que tirou o ímpeto das negociações.

Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira em alta. Após acumular perdas nas últimas sessões – mais de 2% só na segunda -, o mercado foi sustentado por um movimento de recuperação com base em fatores técnicos.
Os agentes procuram se posicionar frente ao relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na quinta, 10. Mas a possibilidade de algum número altista nesse levantamento é pequena. A novidade é a divulgação das primeiras estimativas para a temporada 2018/19.
Uma série de fatores segue limitando qualquer reação mais consistentes. O principal deles é a demanda enfraquecida pela soja americana, diante da tensão comercial entre China e Estados Unidos. O mercado não acredita que um acordo entre os dois países seja fechado no curto prazo.
Para completar, a previsão é de clima favorável nas regiões produtoras dos Estados Unidos, acelerando o plantio da nova safra. Segundo o USDA, até 6 de maio, a área plantada ocupava 15%. Em igual período do ano passado, a semeadura era de 13%. A média é de 13%. Na semana passada, o número era de 5%.

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Julho/2018: 10,20 (+8,75 cents)

  • Setembro/2018: 10,23 (+8,50 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 81,00

  • Cascavel (PR): 79,50

  • Rondonópolis (MT): 76,00

  • Dourados (MS): 76,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 86,00

  • Porto de Rio Grande (RS): 85,50

  • Porto de Santos (SP): 86,50

  • Porto de São Francisco do Sul (SC): 85,50

Fonte: Safras & Mercado

Café

O mercado brasileiro de café teve uma terça-feira de preços estáveis, apesar da terceira queda seguida do arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York. A alta do dólar contra o real no Brasil limitou o impacto negativo das baixas externas. O mercado esteve lento no dia, com vendedores se afastando das negociações e com compradores também cautelosos.
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da terça-feira com preços mais baixos. O mercado teve a terceira sessão seguida de perdas diante dos fundamentos negativos para os preços, com o Brasil colhendo uma safra recorde, trazendo tranquilidade ao abastecimento global.
A alta do dólar contra o real e a forte baixa do petróleo completaram o cenário favorável ao movimento vendedor. Assim, NY voltou a fechar com o principal contrato negociado (julho) abaixo da importante linha técnica e psicológica de US$ 1,20 a libra-peso.
Como aspecto altista, a carta mensal de abril da Organização Internacional do Café (OIC) indicou um déficit na oferta global contra a demanda de 254 mil sacas em 2017/18. Em março, a OIC trabalhava com superávit de 778.000 sacas. A produção mundial segue estimada em 2017/18 em 159,66 milhões de sacas. Entretanto, a OIC aumentou a estimativa de consumo mundial de 158,886 para 159,917 milhões de sacas, em grande parte pelo maior consumo esperado entre os países exportadores, destacadamente os sul-americanos.
Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da terça-feira com preços mais baixos. Após o feriado da segunda-feira, Londres retomou as atividades sob pressão das perdas do começo da semana no arábica em Nova York, que se seguem nesta terça-feira.
A alta do dólar contra o real e o tombo do petróleo no dia pesaram sobre as cotações do robusta em Londres. As informações partem de agências de notícias.

 

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Maio/2018: 119,65 (-1,15 cent)

  • Julho/2018: 122,10 (-1,15 cent)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

  • Maio/2018: 1.794 (-US$ 19)

  • Julho/2018: 1.786 (-US$ 14)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 445-450

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 450-455

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 400-405

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 325-330

Fonte: Safras & Mercado

Boi gordo

A entressafra está próxima e muitos estados sentem a falta de chuvas. Em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Tocantins a estiagem varia de 15 a 30 dias. As pastagens, em função disso, estão perdendo capacidade de suporte, o que aumentou a oferta de boiadas, mesmo porque para manter o animal nestas condições, o custo aumenta.
Diante desse cenário de oferta os compradores estão na retranca. Das trinta e duas praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, desde o início de maio a cotação da arroba do boi gordo caiu em quinze delas.
Destaque para Redenção e Paragominas no Pará cuja retração foi de 1,6% e 0,8%, respectivamente no período. Nessas regiões, as escalas de abate atendem de cinco a seis dias.
No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de animais castrados está cotado em R$9,35/kg.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista

  • Araçatuba (SP): 140,00

  • Belo Horizonte (MG): 131,00

  • Goiânia (GO): 125,00

  • Dourados (MS): 130,00

  • Mato Grosso: 126,50 – 130,00

  • Marabá (PA): 126,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,85 (kg)

  • Paraná (noroeste): 138,00

  • Tocantins (norte): 122,00

Fonte: Scot Consultoria

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,42%, cotado a R$ 3,566 para a compra e a R$ 3,568 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,555 e a máxima de R$ 3,593.
O Ibovespa encerrou o dia com alta de 0,29%, aos 82.956, 05 pontos. O volume negociado foi de  R$ 12,987 bilhões.

Previsão do tempo

Sul

Os ventos que sopram a mais de 10 km de altitude mais os ventos do litoral favorecem as instabilidades no Rio Grande do Sul ao longo desta quarta-feira. Porém a chuva fica mais localizada nas áreas do oeste, sul, centro e leste do estado. O risco para chuva mais significativa será no oeste gaúcho, com potencial para temporais.
Mais uma vez a costa do Paraná e o litoral norte de Santa Catarina terão pancadas de chuva no final do dia, de forma fraca e isolada, devido à umidade que vem do oceano.
Nas demais áreas da região, o dia será de predomínio de sol entre poucas nuvens. A sensação é de frio pela manhã nas serras dos três estados do Sul. Durante a tarde, o padrão de temperaturas mais amenas na maior parte da região e calor na faixa oeste continua.

Sudeste

A massa de ar seco segue atuando na maior parte da região. Por isso o predomínio é de sol entre poucas nuvens em grande parte de São Paulo e Minas Gerais nesta quarta-feira.
Os ventos úmidos que sopram do mar contra a costa provocam chuvas localizadas e de baixo acumulado entre o leste mineiro, Espírito Santo, e norte do Rio de Janeiro. A temperatura apresenta mais uma vez uma leve queda em relação ao dia anterior.

Centro-Oeste

O tempo seco favorece queda na umidade do ar inclusive nas capitais Campo Grande e Cuiabá. A chuva prevista novamente é pouco expressiva e ocorre de forma muito isolada em áreas do oeste e sul de Mato Grosso, e nos municípios do oeste de Mato Grosso do Sul e Goiás.
O predomínio de sol mantém as temperaturas bastante elevadas no período da tarde.

Nordeste

A chuva ganha mais força sobre a costa leste nordestina. Há possibilidade para chuva bastante volumosa em João Pessoa e Recife. As instabilidades favorecidas pelos ventos úmidos do oceano e ventos no alto da atmosfera é que serão os responsáveis por causar essas chuvas.
Além disso, ao norte do Nordeste a chuva também não dá trégua e será persistente, do Maranhão até o Rio Grande do Norte.

Norte

Dia de tempo bastante instável e com chuva volumosa sobre o noroeste do Pará, norte do Amazonas, Roraima e Amapá. Já a maior parte do Tocantins fica com tempo seco.

Fonte : Canal Rural

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