MERCADO E CIAAGRICULTURANOTÍCIAS – ABERTURA DE MERCADO – Soja volta a operar acima de R$ 80 nos portos

Fonte:Ivan Bueno/APPA

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Os preços da soja permaneceram praticamente inalterados nesta segunda no Brasil. Poucos negócios foram realizados, em dia de Chicago volátil e de câmbio firme. Nos portos, compradores continuaram a adquirir a saca por preços acima dos R$ 80, tendência que vem ocorrendo desde o meio da semana passada.

Em Paranaguá e Santos, a saca foi comercializada a R$ 81 e nos portos de Rio Grande e São Francisco do Sul, o valor foi de R$ 82.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços em baixa. Após iniciar o dia ainda sustentado pelos números altistas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o mercado corrigiu parte dos ganhos, em meio às preocupações com a guerra comercial entre Estados Unidos e China. 

O governo chinês anunciou uma série de taxas impostas a produtos americanos como retaliação às medidas protecionistas americanas. Do agronegócio, foram taxadas frutas e carne suína. Mas o sentimento no mercado é que a soja poderia ser incluída em uma nova lista a ser anunciada pelo país asiático.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo recuou US$ 6,70 por tonelada (1,74%), sendo negociada a US$ 377,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 32,04 centavos de dólar, ganho de 0,17 centavo ou 0,52%.

 

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Maio/2018: 10,35 (-9,25 cents)

  • Julho/2018: 10,46 (-9,25 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 76,50

  • Cascavel (PR): 76,00

  • Rondonópolis (MT): 70,50

  • Dourados (MS): 69,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 81,00

  • Porto de Rio Grande (RS): 82,00

  • Porto de Santos (SP): 81,00

  • Porto de São Francisco do Sul (SC): 82,00

Fonte: Safras & Mercado

Milho

O mercado brasileiro registrou preços estáveis na volta do feriado de Páscoa. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, houve chuvas em algumas regiões, que atrapalharam a colheita. Assim, os compradores estão aceitando os preços do momento e a segunda-feira foi de ritmo lento na comercialização.
Em Chicago, o milho fechou com preços mistos. Parte dos preços buscaram suporte no resultado das inspeções de exportação norte-americanas de milho e no indicativo de uma queda na área a ser cultivada no país em 2018/19. As posições mais recentes caíram se recuperando dos fortes ganhos da semana passada.
As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 1.348.992 toneladas na semana encerrada no dia 29 de março, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Na semana anterior, haviam atingido 1.330.442 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.487.930 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1º de setembro, as inspeções somam 24.442.755 toneladas, contra 33.340.523 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos apontou, na última quinta-feira (29), que o país deverá cultivar 88,026 milhões de acres na safra 2018/19, com recuo 2% frente aos 90,167 milhões de acres cultivados na temporada 2017/18. O mercado trabalhava com uma expectativa de área de 89,348 milhões de acres.

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Maio/2018: 3,87 (-0,50 cents)

  • Julho/2018: 3,95 (-0,50 cents)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 43,00

  • Paraná: 39,00

  • Campinas (SP): 40,50

  • Mato Grosso: 27,00

  • Porto de Santos (SP): 35,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 35,00

  • São Francisco do Sul (SC): 35,00

Fonte: Safras & Mercado e XP Investimentos

Café

O mercado brasileiro de café teve uma  segunda-feira de preços fracos. As perdas na Bolsa de Nova York para o arábica exerceram pressão sobre o mercado nacional. A resistência do vendedor e o dólar firme limitaram quedas no país. Com a queda externa o mercado nacional praticamente parou.

Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da segunda-feira com preços mais baixos. Em mais uma sessão volátil, o mercado chegou a esboçar alguma recuperação, mas novamente perdeu terreno e caiu se afastando ainda mais da linha de US$ 1,20 a libra-peso e atingindo os patamares mais baixos para os contratos vigentes.
Segundo traders, a valorização do dólar contra o real e outras moedas pesou sobre as cotações. As perdas acentuadas do dólar contribuíram para a movimentação baixista. Além disso, os fundamentos seguem baixistas, com a grande safra brasileira a ser colhida nos próximos meses.

 

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Maio/2018: 116,40 (-1,75 cents)

  • Julho/2018: 118,50 (-1,70 cents)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 425-430

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 430-435

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 390-395

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 300-305

Boi

O mercado do boi gordo teve uma segunda-feira de preços estáveis na maioria das praças. Boa parte dos agentes consultados pela XP Investimentos aproveita a lentidão do início de semana para apurar os resultados das vendas do varejo no feriado. A indicação é de que o mercado não conseguiu consolidar uma melhora na demanda e consequente inversão de cenário.
A falta de novidades na ponta final da cadeia também não estimula frigoríficos paulistas a aumentarem as intenções de compras de boiadas. As aquisições são feitas pontualmente, apenas para completar a semana e sem criar alardes.
Em São Paulo, por exemplo, a arroba do boi gordo está cotada em R$ 143,50, à vista, livre do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). Segundo a Scot Consultoria, houve uma queda de 1,7% nos últimos trinta dias.
Analisando um período maior, de maneira geral, o cenário é de indústrias com baixa intensidade nas compras, testando preços abaixo das referências e pecuaristas retendo boiadas esperando melhores condições para negociar. 
Para o curto prazo alguns fatores podem influenciar o mercado. O primeiro é a entrada do mês, onde a população fica mais capitalizada e o consumo pode reagir e dar sustentação à arroba. 
Em uma visão um pouco mais adiante vale se atentar a oferta de fêmeas, que está aumentando gradativamente, e também à retenção de boiadas que pode gerar uma desova concentrada.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista

  • Araçatuba (SP): 143,50

  • Belo Horizonte (MG): 136,00

  • Goiânia (GO): 132,00

  • Dourados (MS): 133,00

  • Mato Grosso: 128,00 – 133,00

  • Marabá (PA): 128,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,65 (kg)

  • Paraná (noroeste): 143,00

  • Tocantins (norte): 126,00

Fonte: Scot Consultoria

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,36%, cotado a R$ 3,311 para compra e a R$ 3,313 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,299 e a máxima de R$ 3,266.
O Ibovespa encerrou a quinta em queda de 0,89%, aos 84.666,44 pontos. O volume negociado foi de R$ 8,079 bilhões.

Previsão do tempo

Sul

Uma massa de ar seco avança pelo Sul e inibe a formação de instabilidades em grande parte do Rio Grande do Sul, faixa oeste de Santa Catarina e Paraná. Apenas na faixa leste da região é que os ventos úmidos do mar ajudam a manter nuvens carregadas e pancadas de chuva ocorrem principalmente entre a tarde e a noite. 
Nas áreas litorâneas dos três estados, tem previsão de muitas nuvens e pouco sol ao longo do dia. Nesta faixa, pode chover fraco a qualquer momento. No litoral do Paraná a chuva pode ser volumosa.

Sudeste

O sistema de baixa pressão dá origem a um sistema frontal que aumenta as instabilidades entre o litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro. Nestas áreas tem previsão de chuva a qualquer momento, com risco para trovoadas e ventos moderados. Os volumes podem ser elevados e há potencial para transtornos. 
Nas demais áreas do Sudeste, as pancadas de chuva ocorrem de maneira mais localizada e principalmente durante a tarde, sem descartar a chance para trovoadas e ventos moderados.

Centro-Oeste

As pancadas de chuva ainda ocorrem em todas as áreas do Centro-Oeste. O sol aparece ao longo do dia, ajuda a elevar as temperaturas e a combinação de calor com umidade ajuda a formar nuvens carregadas que provocam pancadas e trovoadas. A chuva é de curta duração e os acumulados expressivos ocorrem principalmente no interior de Mato Grosso e de Goiás. Em Mato Grosso Sul, uma massa de ar avança no sul do estado e mantém o dia com tempo firme.

Nordeste

A atuação da Zona de Convergência Intertropical mantém nuvens carregadas espalhadas entre o Maranhão e o Rio Grande do Norte, com risco para chuva volumosa em algumas áreas, especialmente no interior maranhense. Apenas no interior da Bahia é que há a presença de uma massa de ar mais seco que dificulta a formação das nuvens carregadas, deixando o tempo seco.

Norte

O destaque maior é para o interior do Pará, onde há risco para pancadas de chuva mais volumosas, por causa da atuação da Zona de Convergência Intertropical. Nas demais áreas do Norte, a chuva ocorre a qualquer hora do dia, por causa do calor e da umidade alta.

Fonte : Canal Rural

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