MERCADO E CIA – ABERTURA DO MERCADO – Clima sustenta preço do milho no Brasil; soja sobe

Fonte:IAPAR

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O mercado brasileiro de milho teve uma segunda-feira de preços firmes, de estáveis a mais altos. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, o mercado abriu a semana com poucas ofertas e com muita preocupação com a quebra da safrinha em função da falta de chuvas.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais baixos. O mercado estendeu o tom negativo da semana passada, avaliando o desempenho das inspeções de exportação norte-americanas de milho, divulgadas hoje.

As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 1.554.495 toneladas na semana encerrada no dia 10 de maio, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na semana anterior, haviam atingido 1.916.461 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.420.269 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 34.746.261 toneladas, contra 40.772.389 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

 

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Julho/2018: 3,96 (estável)

  • Setembro/2018: 4,04 (-0,25 cents)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 43,00

  • Paraná: 41,00

  • Campinas (SP): 44,50

  • Mato Grosso: 30,00

  • Porto de Santos (SP): 40,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 41,00

  • São Francisco do Sul (SC): 41,00

Fonte: Safras & Mercado

Soja

Os preços da soja oscilaram entre estáveis e mais altos nesta segunda-feira no mercado brasileiro. As cotações foram sustentadas pela alta do dólar e pela firmeza dos contratos futuros em Chicago.
O ritmo dos negócios melhorou, mas ainda permaneceu moderado. Registro de negócios envolvendo 50 mil toneladas no Rio Grande do Sul e 30 mil em Minas Gerais.
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago(CBOT) fecharam a sexta-feira em alta. Após cair mais de 3% na semana passada, o mercado iniciou a semana impulsionado pela expectativa de um acordo entre Estados Unidos e China, aliviando às restrições chinesas sobre as  importações americanas.
EUA e China estariam próximos de um acordo que dará à empresa chinesa ZTE Corp uma isenção face às sanções dos EUA em troca da remoção das tarifas impostas por Beijing sobre produtos agrícolas dos EUA, segundo fontes entrevistadas pela agência Dow Jones.
A ZTE é uma fabricante de equipamentos de telecomunicações sediada em Shenzen que tem sido afetada por uma restrição dos EUA sobre a compra de componentes.

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Julho/2018: 10,17 (+14,50 cents)

  • Setembro/2018: 10,21 (+13,75 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 81,00

  • Cascavel (PR): 79,00

  • Rondonópolis (MT): 76,00

  • Dourados (MS): 76,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 85,50

  • Porto de Rio Grande (RS): 86,50

  • Porto de Santos (SP): 86,00

  • Porto de São Francisco do Sul (SC): 86,00

Café

O mercado brasileiro de café teve uma segunda-feira de preços mais baixos e de ritmo travado nos negócios. A queda do arábica na Bolsa de Nova York e do robusta em Londres pressionou o mercado e travou a comercialização. Os compradores derrubaram as bases de preço e o vendedor se retraiu.

Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da segunda-feira com preços mais baixos. Segundo o consultor de Safras & Mercado, Gil Barabach, as cotações recuaram diante da combinação da entrada da safra brasileiro e do dólar em alta contra o real no Brasil.
As condições climáticas estão favoráveis à colheita e o Brasil deve confirmar uma safra recorde em 2018, trazendo tranquilidade ao abastecimento global. A alta do dólar contra o real estimula as exportações brasileiras, trazendo maior competitividade aos embarques.
Tecnicamente, NY vai se afastando da importante linha de US$ 1,20 a libra-peso no contrato julho mais uma vez, demonstrando falta de fundamento para  manter um movimento de recuperação, como o visto recentemente.
Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da segunda-feira com preços mais baixos. O mercado foi pressionado e acompanhou a desvalorização do arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US).
A alta do dólar contra o real exerceu pressão sobre o café nas bolsas. A entrada de uma grande safra brasileira, possivelmente recorde, contribui para o movimento negativo nas bolsas.

 

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Maio/2018: 117,60 (-1,80 cent)

  • Julho/2018: 119, 90 (-1,80 cent)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

  • Maio/2018: 1.742 (-US$ 16)

  • Julho/2018: 1.735 (-US$ 10)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 440-445

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 445-450

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 400-405

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 325-330

Fonte: Safras & Mercado

Boi gordo

O mercado do boi gordo está em compasso de espera nesta segunda-feira. São poucas as ofertas de compra. Há quem tente fazer posição, mas ofertas abaixo da referência de preço não despertam o interesse do vendedor.
Em São Paulo a cotação da arroba do boi gordo é de R$139,00, à vista, livre de Funrural. Queda de 2,8% em trinta dias. Apesar da desvalorização,
há ofertas de compra até R$2,00/@ abaixo desse nível.
No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de bovinos castrados está cotado em R$9,32/kg, queda de 1,6% em um mês.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista

  • Araçatuba (SP): 139,00

  • Belo Horizonte (MG): 129,00

  • Goiânia (GO): 124,00

  • Dourados (MS): 128,00

  • Mato Grosso: 126,00 – 129,00

  • Marabá (PA): 124,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,85 (kg)

  • Paraná (noroeste): 138,00

  • Tocantins (norte): 122,00

Fonte: Scot Consultoria

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,77%, cotado a R$ 3,626 para a compra e a R$ 3,6280 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,573 e a máxima de R$ 3,640.
O Ibovespa encerrou o dia com alta de 0,01%, aos 85.232,18 pontos. O volume negociado foi de  R$ 12,316 bilhões.

Previsão do tempo

Sul

As instabilidades dão origem a uma frente fria que avança pela região Sul do Brasil e muda o tempo novamente. Tem previsão de chuva e risco para temporais no oeste do Rio Grande do Sul.
Até o fim do dia, as nuvens carregadas se espalham por todos os estados. As temperaturas do amanhecer não ficam tão baixas como nos dias anteriores. Durante a tarde, antes de a chuva chegar, a sensação será de tempo abafado. Não há alerta para ressaca.

Sudeste

A frente fria não influencia mais o tempo no Sudeste, mas as instabilidades ainda formam nuvens carregadas na maior parte da região e pode chover durante a tarde. A chuva vem em forma de pancadas que não são volumosas, mas que podem ser acompanhadas por trovoadas.
Só não deve chover na região central de Minas Gerais e no norte do Rio de Janeiro. As temperaturas sobem um pouco mais no interior de São Paulo e de Minas Gerais.

Centro-Oeste

As instabilidades aumentam na divisa de Goiás com Minas Gerais, mas a chuva ainda é muito isolada e com baixos acumulados. Continua a condição para chover no sul de Goiás e entre Mato Grosso do Sul, oeste e norte de Mato Grosso.
Mesmo com a chuva, à tarde a sensação será de calor.

Nordeste

A chuva fica concentrada nas praias da região. Os volumes são mais elevados entre Sergipe e o litoral da Paraíba. No norte do Maranhão, a chuva é mais generalizada e há condição para trovoadas.
O tempo firme continua entre o oeste da Bahia e o sul do Piauí. Calor e tempo abafado na parte da tarde.

Norte

A chuva continua com intensidade de moderada a forte entre o norte do Amazonas e do Pará, com potencial para volumes elevados.
No Tocantins, a chuva é mais expressiva que no dia anterior, mas ainda com volumes baixos e de maneira irregular. Não chove na divisa com Goiás.

Fonte : Canal Rural