MERCADO – As notícias que você precisa saber agora para começar bem a terça-feira

Indicador do boi gordo do Cepea registra novo recorde e futuros da soja em Chicago alcançam maior valor em quatro anos

Boi: indicador do Cepea ultrapassa R$ 270 pela primeira vez

  • Milho: oferta segue restrita e mantém preços firmes

  • Soja: cotações alcançam maior valor em 4 anos em Chicago

  • Café: arábica avança no Brasil com pouco volume ofertado

  • No Exterior: mercado dividido entre coronavírus e bons resultados de empresas

  • No Brasil: investidores aguardam comunicação do Banco Central sobre Selic

Agenda:
  • Brasil: dados de desenvolvimento das lavouras do Paraná (Deral)
  • EUA: encomenda de bens duráveis de setembro

  • EUA: confiança do consumidor de outubro

Boi: indicador do Cepea ultrapassa R$ 270 pela primeira vez

O indicador do boi gordo do Cepea rompeu o patamar de R$ 270 por arroba pela primeira vez na série histórica. A arroba ficou cotada a R$ 270,50 em uma alta diária de 0,52%. Com isso, a cotação já acumula uma elevação de 5,4% em outubro e de 30,7% no ano. Na B3, os contratos futuros se recuperaram após dois dias de quedas e o ajuste do vencimento de novembro passou de R$ 278,15 para R$ 283,60 por arroba.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior, nas quatro primeiras semanas de outubro, foram exportadas 130,6 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. Isso resulta em 8,16 mil toneladas por dia útil no mês. Caso o ritmo seja mantido na última semana, o total exportado ultrapassaria as 171 mil toneladas e marcaria um novo recorde histórico.

Milho: oferta segue restrita e mantém preços firmes

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, os produtores seguem retendo a oferta e mantendo os preços firmes apesar da chegada da chuva em várias regiões produtoras. A questão climática é uma preocupação para o plantio da safra de verão. Na B3, os contratos futuros de milho tiveram forte alta e os vencimentos mais curtos voltaram a superar o patamar de R$ 83 por saca.

As exportações de milho voltaram a acelerar na passagem semanal após algumas semanas mostrando desaceleração e competição com o mercado interno. Foram embarcadas 1,37 milhão de toneladas, resultando em uma média diária de 266,7 mil toneladas, 1% acima da semana anterior. Apesar disso, o total exportado em outubro ainda deve ficar abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

Soja: cotações alcançam maior valor em 4 anos em Chicago

O contrato da soja em grão para novembro na Bolsa de Chicago teve alta de 0,36% a US$ 10,876 por bushel. Considerando o gráfico contínuo, que agrega historicamente os primeiros vencimentos, foi o maior valor desde julho de 2016. No exterior, os preços seguem impulsionados pela forte demanda externa pela oleaginosa norte-americana.

No Brasil, o mercado segue travado e as negociações são pontuais e giram entre R$ 165 e R$ 170 por saca. Os embarques de soja voltaram a recuar na quarta semana de outubro, passando de 145,11 mil toneladas por dia para 118,29 mil em duas semanas.

Café: arábica avança no Brasil com pouco volume ofertado

De acordo com o levantamento diário de cotações da consultoria Safras & Mercado, o dia foi marcado por preços mais altos do arábica no mercado brasileiro. As cotações foram impulsionadas por avanço na Bolsa de Nova York e pela oferta controlada por parte dos vendedores. Com isso, as negociações foram apenas pontuais e sem grande volume envolvido.

No sul de Minas Gerais, o arábica bebida boa com 15% de catação subiu de R$ 515/520 para R$ 525/530 por saca. No cerrado mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação passou de R$ 520/525 para R$ 530/535.

No Exterior: mercado dividido entre coronavírus e bons resultados de empresas

Os mercados operam nesta terça-feira, 27, divididos entre o pessimismo gerado pelo aumento de casos de coronavírus no Hemisfério Norte e bons resultados corporativos de empresas globais importantes no terceiro trimestre.

De acordo com o acompanhamento da Universidade Johns Hopkins, sete países bateram seus recordes de contaminações diárias, entre eles, Estados Unidos e quatro países europeus. Dessa forma, as bolsas europeias têm recuado enquanto que os índices futuros americanos têm buscado recuperação focando nos resultados corporativos.

No Brasil: investidores aguardam comunicação do Banco Central sobre Selic

Com agenda econômica e política esvaziada neste início da semana, os investidores calibram as apostas no mercado de juros em relação à comunicação do Banco Central sobre a taxa Selic. A reunião do Comitê de Política Monetária se inicia hoje e termina amanhã. Com a decisão já amplamente esperada de manutenção da taxa Selic nesta reunião, os investidores aguardam sinais do Banco Central a partir do próximo encontro em dezembro. A pressão do câmbio, da inflação e dos riscos fiscais têm feito o mercado ajustar apostas para alta da taxa de juros.

Por Felipe Leon, com agências de notícias

Fonte : Canal Rural

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