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Arroba do boi gordo tem forte alta no indicador do Cepea e já mira os R$ 290. Joe Biden é declarado eleito nos EUA, mas Trump promete judicialização

Por Felipe Leon, com agências de notícias

  • Boi: indicador do Cepea sobe forte e mira R$ 290 por arroba
  • Milho: queda do dólar gera baixas nos contratos futuros do cereal
  • Soja: preços têm leve recuo seguindo movimento do câmbio e de Chicago
  • Café: cotações seguem em recuperação no exterior
  • Joe Biden é declarado eleito, mas Donald Trump promete judicialização
  • No Brasil: dólar fica abaixo de R$ 5,40 pela primeira vez desde setembro
Agenda:
  • Brasil: balança comercial da primeira semana de novembro
  • EUA: inspeções de exportação semanal dos EUA (USDA)
  • EUA: condições das lavouras norte-americanas (USDA)
Boi: indicador do Cepea sobe forte e mira R$ 290 por arroba

O indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para o boi gordo encerrou a semana em forte alta e mira os R$ 290 por arroba, já precificados nos contratos futuros. A cotação passou de R$ 279,90 para R$ 287,85, uma elevação diária de 2,84%. Dessa maneira, o preço do boi gordo já alcança uma variação acumulada de 39,1% em 2020 e de 61,3% em 12 meses.

Os contratos futuros apresentaram comportamento misto. Enquanto o vencimento para novembro subiu de R$ 291,05 para R$ 294,20 por arroba, o dezembro recuou de R$ 294,95 para R$ 293,05.

Milho: queda do dólar gera baixas nos futuros do cereal

A forte queda do dólar, que voltou a operar abaixo de R$ 5,40, gerou baixas nos contratos futuros de milho na B3. O ajuste do vencimento para novembro recuou de R$ 82,81 para R$ 80,04 por saca, representando uma expressiva queda diária de 3,3%.

No mercado físico brasileiro de milho, o movimento de baixa no câmbio trouxe lentidão para os negócios. Os compradores reduziram as ofertas enquanto os vendedores se afastaram do mercado.

Soja: preços têm leve recuo seguindo movimento do câmbio e de Chicago

O mercado físico brasileiro tem apresentado negociações travadas nas últimas semanas com o produtor focado no plantio. Os preços têm sido apenas nominais, mas as ofertas de compra haviam subido no decorrer da última semana. Porém, no encerramento da semana, as cotações não resistiram e tiveram leves recuos em alguma praças pesquisadas pela consultoria Safras & Mercado.

Em Rondonópolis (MT), a saca recuou de R$ 180 para R$ 178, em Rio Verde (GO), foi de R$ 183 para R$ 178, e no porto de Rio Grande (RS), baixou de R$ 172 para R$ 171,50.

Café: cotações seguem em recuperação no exterior

As cotações do café no mercado externo tiveram mais um dia de recuperação. O café arábica na Bolsa de Nova York tenta agora se sustentar acima do US$ 1,07 por libra-peso. Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar compensou essa alta no exterior e os preços do arábica ficaram estáveis no Brasil.

De acordo com a Safras & Mercado, no sul de Minas Gerais, o arábica bebida boa com 15% de catação terminou o dia em R$ 530/535 a saca, estável. No cerrado mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação teve preço de R$ 535/540 a saca, sem movimentação na comparação diária.

Joe Biden é declarado eleito, mas Trump promete judicialização

A imprensa norte-americana em conjunto com consultorias políticas declarou o candidato democrata Joe Biden como presidente eleito dos Estados Unidos. Como no país não há um instituto centralizador da apuração dos votos, a exemplo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil, a declaração do vencedor é feita tradicionalmente pela imprensa e consultorias. Como resultado de algumas denúncias e erros, além de regras de recontagem em estados que tiveram votação apertada, o presidente Donald Trump promete judicializar o caso.

Ainda que seja muito baixa a probabilidade de mudança nos resultados finais, já que seria necessário erro de contagem em mais de um estado, a oficialização do vencedor se dará apenas se Trump desistir da judicialização ou quando se esgotarem seus recursos.

No Brasil: dólar fica abaixo de R$ 5,40 pela primeira vez desde setembro

O dólar encerrou a semana cotado a R$ 5,394, em uma queda diária que superou os 2,7%. A moeda norte-americana não ficava cotada abaixo de R$ 5,40 desde o dia 18 de setembro. O mercado aproveitou a maior probabilidade de definição da eleição americana para especular e o dólar perdeu valor frente a seus pares globais.

Os investidores também receberam de maneira positiva declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que as reformas devem voltar à pauta após o primeiro turno das eleições municipais.

Fonte : Canal Rural

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