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Arroba do boi gordo renova recorde no indicador do Cepea, a R$ 292, mas futuros recuam. Soja tem nova alta em Chicago e no Brasil

Arroba do boi gordo supera R$ 290 pela primeira vez no indicador do Cepea

  • Preços do milho seguem firmes e com oferta controlada no Brasil
  • Cotações da soja sobem no Brasil acompanhando Chicago e câmbio
  • Café arábica chega ao maior valor em mais de um mês em Nova York
  • No exterior: judicialização das eleições americanas pode afetar mercados
  • No Brasil: varejo cresce novamente, mas vendas desaceleram
Agenda:
  • Brasil: pesquisa trimestral de abates de animais (IBGE)
  • EUA: índice de preços ao consumidor de outubro
  • EUA: estoques semanais de petróleo
Arroba do boi gordo supera R$ 292 pela primeira vez no indicador do Cepea

A arroba do boi gordo superou R$ 290 pela primeira vez na série histórica Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A cotação passou de R$ 288 para R$ 292, em uma alta diária de 1,39%. A variação acumulada em novembro já chega a 4,9%, e no ano, a 41,1%.

Por outro lado, na B3, o dia foi marcado por forte ajuste negativo dos contratos futuros do boi gordo. O vencimento para dezembro passou de R$ 293,65 para R$ 286,1 por arroba.

No mercado de reposição, o indicador do bezerro do Cepea em São Paulo voltou a subir de maneira expressiva e superou R$ 2500 por cabeça pela primeira vez. A cotação se elevou de R$ 2479,42 para R$ 2533,59, valorização diária de 2,2%. Dessa maneira, já acumula uma alta de 6,9% em novembro e de 65,27% em 2020.

Preços do milho seguem firmes e com oferta controlada no Brasil

O mercado físico brasileiro de milho segue com preços firmes e oferta controlada. De acordo com o levantamento da consultoria Safras & Mercado nesta quarta-feira, 11, no Porto de Santos, o preço ficou em R$ 76/84 a saca, e no Porto de Paranaguá (PR), em R$ 75,50/78 a saca.

No exterior, realização dos lucros reverteu a tendência de alta dos futuros do milho em Chicago. Após a forte subida na última terça-feira, 10, com os cortes nos estoques feitos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as cotações até chegaram a operar com maior otimismo, mas perderam força ao fim do pregão. Segundo a Safras & Mercado, a previsão de chuvas favoráveis em regiões produtoras do Brasil e Argentina nos próximos dias foi o gatilho do movimento de queda.

Cotações da soja sobem no Brasil acompanhando Chicago e câmbio

Ao contrário do milho, os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago tiveram mais um dia de alta nesta quarta-feira. Além disso, com a valorização do dólar em relação ao real, as cotações da oleaginosa no Brasil ficaram mais elevadas na passagem diária.

De acordo com a Safras & Mercado, a movimentação melhorou, ainda que os negócios envolvidos tenham sido pequenos. Na região Sul, em Passo Fundo (RS), a saca passou de R$ 173 para R$ 175,50; no porto de Rio Grande (RS), de R$ 169,50 para R$ 170; e no porto de Paranaguá (PR), de R$ 156 para R$ 158.

Café arábica chega ao maior valor em mais de um mês em Nova York

Os futuros do café arábica seguem em boa recuperação na Bolsa de Nova York. O contrato para dezembro ficou em US$ 1,1195 por libra-peso e chegou ao maior patamar desde 25 de setembro.

No Brasil, além da valorização no exterior, a desvalorização do real frente o dólar também trouxe impactos positivos às cotações. Ainda assim, o mercado foi cauteloso e não apresentou volumes expressivos. No levantamento diário da Safras & Mercado, o arábica bebida boa com 15% de catação passou de R$ 535/540 para R$ 540/545 por saca.

No exterior: judicialização das eleições americanas pode afetar mercados

A judicialização das eleições norte-americanas com recontagens de votos em alguns estados, sendo algumas manuais, e as contestações do presidente Donald Trump aos votos por correio podem começar a afetar os mercados. O risco de uma crise institucional e de uma demora na transição maior que a projetada inicialmente começam a entrar no radar dos investidores.

Esse risco se eleva caso as discussões sobre uma nova rodada de estímulos fiscais fiquem prejudicadas. Dessa forma, as bolsas operam devolvendo parte dos ganhos desde o término das eleições e o mercado segue monitorando as decisões judiciais nos estados norte-americanos.

No Brasil: varejo cresce novamente, mas vendas desaceleram

As vendas do comércio varejista cresceram pelo quinto mês consecutivo, porém, desaceleraram em setembro. O setor teve uma alta de 0,6% na comparação com agosto e ficou um pouco abaixo das projeções do mercado. Ainda assim, as vendas recuperaram as perdas do ano com destaque para móveis, eletrodomésticos e material de construção.

A desaceleração das vendas pode ser vista como um ponto negativo em virtude de que o resultado se refere a setembro, quando o auxílio emergencial ainda tinha seu valor cheio. Com a redução do valor do auxílio, a incerteza em relação à recuperação do varejo fica maior.

Por Felipe Leon, com agências de notícias

Fonte : Canal Rural

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