MERCADO – As notícias que você precisa saber agora para começar bem a quinta-feira

Arroba tem novas valorizações no mercado físico e no mercado futuro, e soja bate novo recorde no indicador do Cepea

Boi: arroba segue se valorizando no mercado físico e no futuro

  • Milho: futuros engatam segunda alta consecutiva

  • Soja: indicador do Cepea bate recorde histórico acima de R$ 168 por saca

  • Café: cotações cedem no Brasil com fraqueza no exterior

  • No Exterior: eleição segue indefinida e mercados miram medidas de estímulo

  • No Brasil: produção industrial recupera patamar pré-pandemia

Agenda:

  • Brasil: dados das lavouras do Rio Grande do Sul (Emater)

  • EUA: exportações semanais de grãos dos EUA (USDA)

  • EUA: reunião de política monetária do Banco Central

Boi: arroba segue se valorizando no mercado físico e no futuro

A arroba do boi gordo teve mais um dia de valorização no mercado físico e no futuro. Na B3, os contratos subiram em média 0,45%. Além disso, os vencimentos para novembro e dezembro renovaram seus recordes históricos. O ajuste do primeiro passou de R$ 288,95 para R$ 289,90 e do segundo de R$ 292,30 para R$ 293,90 por arroba.

No mercado físico, a Scot Consultoria registrou variações positivas em 19 das 32 praças pesquisadas. O indicador do Cepea do boi gordo passou de R$ 276,95 para R$ 277,65, uma valorização diária de 0,25%.

Milho: futuros engatam segunda alta consecutiva

Os contratos futuros de milho na B3 engataram o segundo dia consecutivo de alta. O ajuste do vencimento para novembro passou de R$ 81,57 para R$ 82,24 por saca. O indicador do Cepea após três dias de queda voltou a subir. A cotação passou de R$ 80,77 para R$ 81,41.

O consultor da Safras & Mercado, Paulo Molinari, registrou preços firmes no mercado brasileiro de milho. Porém, ressaltou alguma acomodação das cotações nos portos em virtude da queda do dólar. Embora os valores tenham ficado bem sustentados no interior com a retenção da oferta por parte do vendedor.

Soja: indicador do Cepea bate recorde histórico acima de R$ 168 por saca

O indicador da soja do Cepea, com base nos preços em Paranaguá, renovou o recorde histórico e ficou cotado a R$ 168,53 por saca. Na passagem diária, a alta foi de 2,9%. No ano, o indicador já acumula uma alta de 91,7%. A consultoria Safras & Mercado, por outro lado, registrou preços estáveis e negócios ainda travados nas principais praças brasileiras.

Em Chicago, os contratos futuros da soja voltaram às máximas registradas no final de outubro. Na comparação diária, a valorização do primeiro vencimento superou os 2% cotado a US$ 10,852 por bushell.

Café: cotações cedem no Brasil com fraqueza no exterior

As cotações do café no mercado brasileiro tiveram um dia marcado por preços mais baixos. O indicador do Cepea para o café arábica recuou de R$ 538,74 para R$ 535,61 por saca, menor patamar em duas semanas. A queda do arábica na Bolsa de Nova York e a expressiva baixa do dólar em relação ao real influenciaram as cotações no Brasil. A moeda americana recuou 1,9% de R$ 5,762 para R$ 5,654.

No Exterior: eleição segue indefinida e mercados miram medidas de estímulo

A indefinição do resultado eleitoral nos Estados Unidos não prejudicou a performance dos mercados como mostravam algumas previsões. Os investidores projetam que o atual presidente, Donald Trump, não deve ter sucesso na judicialização em relação à contagem de votos em alguns estados. O partido republicano ainda tem esperanças de viradas improváveis que dariam a reeleição a Trump.

Portanto, os mercados passam a mirar novas medidas de estímulos nos Estados Unidos e na Europa. Inclusive, a expectativa é de que na reunião do Banco Central norte-americano de hoje, quinta-feira, 5, essas medidas já entrem em discussão em virtude da nova onda de contaminações.

No Brasil: produção industrial recupera patamar pré-pandemia

De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial cresceu 2,6% em setembro na comparação com agosto e recuperou o nível pré-pandemia. A atividade industrial no país ficou 0,2% acima do nível de fevereiro. No acumulado do ano, por outro lado, o setor ainda acumla perda de 7,2%.

Na comparação anual, o crescimento foi de 3,4% e interrompeu uma sequência negativa que já chegava a dez meses nesta base de comparação. Na evolução mensal, o avanço da produção foi generalizado em todas as grandes categorias pesquisadas, pois, 22 dos 26 ramos monitorados apresentaram crescimento.

Por Felipe Leon, com agências de notícias

Fonte : Canal Rural

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