Melitta projeta receita de R$ 1,2 bi até 2016 no país

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Stephen Bentz, da terceira geração da família fundadora da Melitta: foco na Europa e Américas do Norte e Sul

O grupo alemão Melitta planeja conquistar uma maior participação em seus mercados tradicionais e explorar novos negócios. O foco nos investimentos são Europa e Américas do Norte e do Sul. No Brasil, que representou 20% do faturamento bruto do grupo em 2012, uma das metas é expandir as atividades principalmente na região Nordeste, de acordo com Stephan Bentz, sócio-presidente do grupo Melitta. A empresa tem forte atuação no Sul do país e em São Paulo.

Nesse sentido, uma das estratégias é lançar "blends" diferentes, adaptados ao paladar dos consumidores do Nordeste, segundo Bernardo Wolfson, presidente da Melitta do Brasil. Isso pode ocorrer já a partir do próximo ano.

Um dos desafios da Melitta é acompanhar o crescimento do mercado mundial de dose única de café, embora o segmento de café filtrado ainda continue o maior. Na Alemanha, a Melitta começou a vender sachês para os sistemas Senseo e lançará em breve cápsulas compatíveis com a Nespresso. Neste ano, a companhia iniciou as vendas de cápsulas de café que podem ser usadas no sistema Keurig no Canadá e EUA.

No Brasil, a companhia pesquisou a possibilidade de participar desse mercado de monodoses, buscando critérios que representem qualidade, variedade e valor agregado, conforme Wolfson. "Não achamos essa solução", disse. Mas o executivo estima que nos próximos 15 meses a companhia poderá ter um produto diferenciado para disputar esse mercado.

Em agosto, Wolfson disse ao Valor que a Melitta do Brasil poderia alcançar faturamento de R$ 1 bilhão em 2015, ante a meta estabelecida anteriormente em 2017. Ontem, a companhia projetou que a receita bruta poderá chegar a R$ 1,2 bilhão até 2016. Em 2013, a expectativa é crescer 11% sobre 2012 e faturar R$ 902 milhões.

O faturamento global da empresa foi de €1,347 bilhão em 2012, queda de 4% sobre 2011. A Alemanha ainda é responsável por quase 50% dos negócios da Melitta e a Europa, por 70%. A divisão de café e preparação de café representa 70% das vendas globais do grupo. A empresa também comercializa produtos de limpeza e filmes para uso doméstico.

Bentz estima que os preços do café não terão aumento significativo em 12 a 15 meses no mercado internacional. No Brasil, Wolfson afirmou que o custo do "blend" do produto vendido pela empresa caiu de 10% a 12% desde 2012. Foi uma queda menos intensa do que a registrada pelo grão na bolsa. Isso porque o preço da matéria-prima adquirida pela companhia não caiu na mesma proporção da commodity. (CF)

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Fonte: Valor | Por De São Paulo

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