Meio ambiente – Um estudo sobre a seca na região semiárida

Rômulo Menezes, professor da UFPE, apresenta estudo sobre a seca na sede da FAEPE, em Recife / Crédito: Divulgação FAEPE

Recife / Pernambuco (28 de janeiro de 2016) –  O professor do curso de Engenharia de Energia, da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, Rômulo Menezes apresentou trabalho de sua autoria sobre “Estimativas da produção e demanda de forragem na região semiárida”, a um grupo de dirigentes de entidades rurais estaduais, sediadas no Recife. O encontro aconteceu nessa terça-feira, 26 de janeiro, na sede da Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco – FAEPE.

O estudo tem como objetivo avaliar as repercussões econômicas e ambientais no semiárido pernambucano e servirá de base para orientar a implantação de políticas públicas no meio rural do Agreste e Sertão do Estado. Em sua fala, Rômulo destacou que as secas severas causam perdas significativas dos rebanhos de ruminantes na região semiárida e, por falta de forragem, grande parte dos animais morrem, são abatidos ou exportados para outras regiões. Em 2012, Pernambuco se deparou com esse colapso. Para evitar que isso volte a acontecer, o palestrante destaca a importância de as entidades implantarem uma metodologia de monitoramento da vulnerabilidade do rebanho pecuário na região semiárida do Nordeste, com base em dados de produção e demanda de forragem. “Essas informações vão apontar a capacidade de adaptação para eventos de seca extrema”, frizou Rômulo.

Segundo o presidente da FAEPE, Pio Guerra, para que a iniciativa se concretize com eficiência é imprescindível integrar o diálogo entre os atores do segmento, porque eles conhecem a realidade diária da agropecuária em Pernambuco. “É necessário que os pesquisadores estejam atentos as deficiências apontadas pelos produtores. Como também, que as instituições tornem acessível aos produtores, informações antecipadas sobre as futuras projeções climáticas, bem como as estimativas dos prejuízos ocasionados por uma estiagem prolongada”, comentou Guerra.

Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco – FAEPE

Fonte : Canal do Produtor

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