Meio ambiente – Projetos e Programas do Sistema CNA/SENAR conciliam produção e conservação ambiental

Brasília (04/06/2016) – Água, solo e clima são recursos essenciais para a realização de atividades agropecuárias.  Portanto, a conservação ambiental faz parte da rotina diária do produtor, na lida por uma boa safra ou pela saúde e qualidade da produção animal. Em razão da importância da conscientização e preservação ambiental, o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado neste domingo (05/06), é uma data que merece ser destacada. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) desenvolvem programas e ações voltados à preservação, conciliando produção e conservação do meio ambiente.

Na CNA, estas ações estão ligadas à Comissão Nacional do Meio Ambiente (CNMA) e a Subcomissão Nacional dos Recursos Hídricos, desenvolvidas na Coordenação de Sustentabilidade, e têm como objetivos definir o posicionamento do setor em assuntos relativos ao desenvolvimento sustentável e subsidiar as suas decisões com estudos, pesquisa e projetos. São formadas por representantes das Federações de Agricultura e Pecuária dos estados, contando ainda com a participação de outras entidades integrantes da cadeia produtiva da agropecuária. As Comissões são assessoradas por uma equipe de técnicos, nas diversas áreas temáticas, que ainda têm a responsabilidade de assessorar a Diretoria Executiva da CNA e às Federações.

A Comissão acompanha também ações sobre as normas ambientais brasileiras; atua na criação de parcerias para recuperação e uso sustentável de áreas protegidas (APPs e RL); acompanha a elaboração de instrumentos normativos, junto ao poder executivo e representa o setor agropecuário brasileiro em acordos internacionais em questões relacionadas ao meio ambiente.
Para o presidente da Comissão, Rodrigo Justus de Brito, “a Comissão é a instância onde são debatidos os posicionamentos do setor que a CNA representa e são definidos os rumos das ações relacionadas à agropecuária no que tange o desenvolvimento sustentável”.

05 DE JUNHO – Em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, capital da Suécia, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Mundial do Meio Ambiente, que passou a ser comemorado todo dia 05 de junho. A data foi escolhida para coincidir com a realização da conferência e tem como objetivo principal chamar a atenção de toda a população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais, que até então eram considerados, por muitos, inesgotáveis.

Conheça abaixo um pouco a respeito de cada projeto desenvolvido e acompanhado pela Comissão Nacional do Meio Ambiente:

• Avaliação da Pegada Hídrica em Pecuária de Corte e Leite – visa estabelecer sistemas de referência e gerar dados e informações relacionadas ao uso e consumo de água. Estão sendo monitorados os seguintes sistemas: sistema de produção de leite a pasto, sistema de confinamento de gado de corte e plantas agroindustriais – laticínio e abatedouro. Este projeto tem âmbito e impactos nacionais e está sendo coordenado pela Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos, (SP). O processo de definição da Pegada Hídrica tem 4 fases: definição do  escopo, cálculo da pegada, adaptação local e medidas de eficiência. O projeto encontra-se na terceira fase.

Avaliação de Pegada Hídrica na Irrigação visando ao aumento de competitividade da agricultura e da segurança hídrica nacional – esta linha de pesquisa propõe novos estudos que fornecerão uma melhor e adequada escala de monitoramento da água na agricultura irrigada enfatizando as vantagens competitivas da agricultura brasileira. Está em processo de captação de recursos e busca de parcerias junto à academia.

Projeto Alimentos Sustentáveis – propõe discutir a importância da produção agrícola como estratégia de desenvolvimento social, econômico e ambiental, contribuindo para a segurança alimentar. Está previsto, para este ano, um evento internacional para debater o tema, trazendo a experiência de países e pesquisadores referência no assunto.

Projeto Capacitação do Produtor para Integrar os Comitês de Bacias Hidrográficas –os Comitês de Bacia foram criados visando à efetiva implantação, no Brasil, da gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos. A participação dos produtores rurais nos Comitês de Bacia é imprescindível para que o fundamento da gestão compartilhada e participativa seja respeitado. Está sendo integrado a outro projeto de âmbito maior que busca capacitar o produtor rural na tecnologia de irrigação. Deverá ser aprovado até julho deste ano e conta com a parceria do Ministério da Integração Nacional.

Programa de Prevenção e Controle do Fogo na Agricultura – tem como objetivo promover o programa “Educação para Uso do Fogo e Combate aos Incêndios Florestais” para pequenos, médios e grandes produtores rurais e crianças, residentes em áreas propícias a incêndios florestais. Busca capacitar instrutores do SENAR para multiplicação das técnicas de combate ao fogo nos cursos de Formação Profissional Rural (FPR); produzir material informativo sobre as técnicas de combate e uso alternativo do fogo; executar o Programa de Educação e Prevenção de Queimadas na Agricultura, na modalidade Ensino à Distância-EaD e divulgar o vídeo educativo para educação sobre o uso do fogo em escolas rurais e lançar o mascote do programa.

Capacitação em Projetos do Programa de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono – Programa ABC – programas de capacitação de projetistas associados às Federações, criando uma rotina de produção e apresentação de projetos junto aos agentes financeiros. Este projeto ocorre em âmbito nacional.

• Unidade de Referência de Manejo da Água – busca levar ao campo o conhecimento necessário ao uso responsável da água. Faz parte do projeto de Desenvolvimento da Irrigação que deve ser aprovado em julho de 2016.

• Programa Especial Agricultura Irrigada – o programa incentiva a adoção de tecnologias de irrigação, assegurando alimentos na safra, principalmente, em regiões de escassez de chuva, onde a agricultura irrigada é sinônimo de sobrevivência.  Faz parte do projeto de Desenvolvimento da Irrigação que deve ser aprovado em julho de 2016.

• Programa Especial Proteção de Nascentes – lançado em marco de 2015 com objetivo de proteger mil nascentes, o programa adota 5 passos: identificar e cercar a nascente, limpar a área, controlar a erosão e replantar espécies nativas. Atualmente, é executado pelo Sistema CNA/SENAR, nos estados.

• ABC Cerrado: Numa ação conjunta com o Ministério da Agricultura e Embrapa, o SENAR desenvolve o Projeto ABC Cerrado. A iniciativa, que conta com US$ 10,6 milhões do Programa de Investimentos em Florestas (FIP, sigla em inglês), do Banco Mundial – dissemina práticas de agricultura de baixa emissão de carbono e sensibiliza o produtor para que ele invista na sua propriedade de forma a ter retorno econômico, preservando o meio ambiente.  O SENAR é o responsável pela formação profissional dos produtores, pela capacitação de instrutores e pelo treinamento dos técnicos que atuarão na assessoria em campo para os produtores, com foco quatro tecnologias ABC: Recuperação de Pastagens Degradadas, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, Sistema Plantio Direto e Florestas Plantadas. O projeto está sendo desenvolvido em oito Estados do bioma Cerrado: Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins, Maranhão e Piauí.

Veja abaixo algumas ações desenvolvidas pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais:

O Sistema FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária de Estado de Minas Gerais) exerce protagonismo por meio do Programa Nosso Ambiente, reafirmando seu compromisso com a produção agropecuária sustentável e a preservação ambiental. Segundo a coordenadora da Assessoria de Meio Ambiente da FAEMG, Ana Paula Mello, o Programa se traduz em uma grande agenda de ações articuladas através de parcerias: “Trabalhamos em parceria com professores, ambientalistas, comunidades rurais e as mais diversas organizações. Mas nosso principal parceiro é sempre o produtor rural, pois é na sua propriedade que ocorre de fato o fenômeno do meio ambiente natural”. Lançado em junho de 2015, o Programa Nosso Ambiente conta com 4 eixos básicos de atuação: gestão, representatividade, monitoramento e difusão.

Cadastro Ambiental Rural (CAR)
Uma das principais ações desenvolvidas foi o de apoio aos produtores rurais para a realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), procedimento que representa não apenas um roteiro de informações de uma propriedade, e sim, uma base de dados para a gestão ambiental do país. Foram realizados inúmeros eventos para treinar e capacitar pessoas para a elaboração do CAR, atingindo mais de 600 pessoas. O balanço do CAR em Minas é bastante positivo, pois foram realizados mais de 90% dos cadastros, mesmo com as dificuldades que a plataforma do sistema mineiro sempre apresentou. Cerca de 25% das áreas declaradas estão cobertas por vegetação nativa, fora as unidades de conservação.

Seminário Ambiental
Outra ação é a realização anual de um grande seminário ambiental. Em 2015, a segunda edição do encontro tratou do tema “Solo e Água: Manejo e Conservação”, reunindo agrônomos, produtores rurais, ambientalistas, acadêmicos e técnicos, com o propósito de discutir ações que ofereçam alternativas de manejo e gestão. Durante dois dias, 12 especialistas proferiram palestras sobre o ciclo hidrológico, solo e água, com foco em gestão, boas práticas capacitação e experiências bem sucedidas de sustentabilidade. O evento contou com a participação de Secretários de Agricultura e Meio Ambiente de Minas e foram produzidos 2 mil livros com o registro de todas as palestras. Para 2016, o III Seminário Ambiental está programado para o os dias 16 e 17 de junho. O tema “Resíduos, Fertilização e Bioenergia” foi estrategicamente escolhido com foco nos objetivos de desenvolvimento sustentável do programa da ONU.

Rio Doce
No âmbito dos comitês de bacias hidrográficas, foi assinado um Termo de Cooperação entre o IBIO, FAEMG e FIEMG para o desenvolvimento de ações para melhorar a disponibilidade de água e melhoria ambiental na bacia do Rio Doce.

Recuperação de Nascentes e de Áreas Degradadas
A recuperação de nascentes com visão de manejo de solo e água representa importante atividade no Programa Nosso Ambiente e é desenvolvida por meio do Curso de Recuperação e Proteção de Nascentes, do SENAR/MG. Desde o início das atividades, em 2015, até a data de hoje, foram capacitadas 3.444 produtores, trabalhadores, ambientalistas e técnicos, em 287 cursos. Esse ano foi lançado também o curso de Recuperação de Áreas Degradadas, que já capacitou 126 pessoas em 11 eventos realizados até maio.

Assessoria de Comunicação CNA / Com participação da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais

Fonte : Canal do Produtor