MEIO AMBIENTE – Marjorie Kauffmann assume presidência da Fundação Estadual de Proteção Ambiental

Engenheira focará na otimização de processos e na fiscalização

Engenheira focará na otimização de processos e na fiscalização

A engenheira florestal Marjorie Kauffmann será a nova presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (Fepam). Até então diretora da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Lajeado, Marjorie foi confirmada no novo cargo ontem, quando foi recebida pelo governador Eduardo Leite no Palácio Piratini.

Segundo a engenheira, o foco da sua administração será a otimização dos processos de licenciamento. "Vamos seguir um fluxo ambientalmente adequado, mas que também consiga comportar o desenvolvimento do Estado", de acordo com ela. A presidente, que já passou pela Fepam na década passada como técnica, também salientou que buscará dar mais clareza aos processos.

"Há sempre alguns comentários de dificuldade no andamento dos processos, e vamos buscar cada vez mais regrar isso para que as pessoas tenham respostas rápidas às suas solicitações", comenta Marjorie. Formada em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Marjorie possui mestrado em Ambiente e Desenvolvimento da Univates, de Lajeado, e é doutora em Geociências pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Além do cargo no Executivo de Lajeado, que assumiu em 2017, a nova presidente da Fepam também é vice-presidente da Associação Gaúcha dos Engenheiros Florestais (Agef).

Secretário estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura, Artur Lemos defende a indicação de Marjorie como o cumprimento de promessa feita aos funcionários da Fepam de que o cargo na fundação não seria acumulado com o de titular da pasta. No governo passado, Ana Pellini esteve à frente de ambas as funções. "São atividades diferentes. A secretaria cuida do planejamento, da criação de políticas públicas, da proposição de questões legislativas, enquanto a Fepam tem foco no licenciamento e na fiscalização", justifica. Lemos acrescenta que, com mandatários específicos, ambos os órgãos podem atuar de maneira independente, sem que um se sobreponha ao outro.

O secretário defende que a Fepam terá foco também em reduzir a atividade burocrática, possibilitando maior esforço na fiscalização. "O licenciamento ambiental é muito importante, mas não adianta escrever no papel algo muito belo e, depois, não executar isso na hora da operação", defende Lemos. "A ideia é que os técnicos foquem na fiscalização, identificando se o que está no papel foi efetivamente cumprido", afirma o titular.

MARCELO G. RIBEIRO/JC

Guilherme Daroit

Fonte : Jornal do Comércio

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