Meio ambiente, desenvolvimento e energia

Ao ensejo da recente realização da Rio+20, torna-se oportuno comentar a respeito de uma equação que tende a se tornar fundamental para o futuro do planeta: como gerar mais energia para promover o desenvolvimento causando o menor impacto possível ao meio ambiente? É fato que a sociedade moderna depende de energia elétrica para se desenvolver. No entanto, é notório que a energia produzida hoje no Brasil, em pouco tempo, não irá suportar a crescente demanda da população. Mas ampliar esta produção não é tarefa simples. Um dos grandes conflitos na geração de energia elétrica é o impacto ao ambiente. Até mesmo as ditas energias limpas, como eólica e solar, deixam algum dano. Uma forma barata de produzir energia, especialmente no Sul do Brasil, é através do carvão mineral. Esta também não foge à regra, embora as tecnologias atuais garantam impacto cada vez menor. A premissa dos esforços do Brasil é o seu compromisso em reduzir a desigualdade social e aumentar a renda, buscando manter justiça social e uma dinâmica econômica cuja trajetória de emissões não repita o modelo e os padrões de países desenvolvidos. Em termos de emissões por unidade de energia primária gerada, o Brasil lidera com a menor quantidade e assim deve continuar. Principalmente com o uso eficiente e limpo do carvão mineral.
O maior problema causado pelo uso do carvão – a emissão de CO2, resultado da queima do mineral na usina para produzir energia – já conta com pesquisas bem avançadas e a expectativa é de que a sua dispersão seja controlada nos próximos oito anos. De qualquer forma, o balanço nacional energético, do EPE, aponta que usinas termoelétricas a carvão representam menos de 2% do setor. Diante disso e da necessidade cada vez maior de produção de energia para garantir o desenvolvimento econômico e social do Estado e do País, o carvão mineral abundante por aqui pode e deve ser aproveitado como uma fonte barata e segura de energia. Além do mais, investimentos nessa área deverão se constituir em ótimos negócios. Basta ver o exemplo de interessados em instalar aqui usinas térmicas a carvão para produzir energia.
Presidente da Companhia Riograndense de Mineração/CRM

Fonte: Jornal do Comércio | Elifas Simas

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