Medidas emergenciais

A lavoura arrozeira gaúcha depende, hoje, fundamentalmente de medidas de sustentação de preços, como a anunciada pelo governo. Melhor que o próprio mercado pudesse pagar preços justos aos produtores.
Mas, se isso não acontece, pelo menos a ajuda chega no momento certo – quando uma nova safra ingressa no mercado. Isso evita quedas ainda maiores dos preços, pressionados pelos estoques remanescentes.
Entrevistei outro dia no Canal Rural o produtor Hermínio Lucena, que completa 50 anos de atividade orizícola. Seu Hermínio já viveu mais de 10 crises cíclicas que atingiram a lavoura arrozeira. Para ele, que começou plantando 20 hectares em Arroio Grande e hoje cultiva mais de 4 mil – e já pensa em ampliar a lavoura para fora do Estado –, a orizicultura estaria em situação bem melhor se a política governamental de preços mínimos fosse respeitada.
Bastaria, para tanto, que o governo cobrisse a diferença, quando o mercado paga menos. Como isso não ocorre, o setor continua dependendo de medidas emergenciais, que resolvem temporariamente o problema da comercialização.

Fonte: Zero Hora | OLHAR DO CAMPO | Irineu Guarnier Filho

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