Medidas do Ministério da Agricultura não resolvem crise na suinocultura, criticam especialistas

Governo liberou pouco mais de R$ 30 milhões para primeiro leilão de suínos do país

Josy Bittencourt | Holambra (SP)

Sirli Freitas

Foto: Sirli Freitas / Agencia RBS

Representantes do setor criticam medidas do governo federal

O governo federal liberou pouco mais de R$ 30 milhões para a realização do primeiro leilão de suínos no Brasil. A medida faz parte de um pacote para amenizar a crise que atinge a suinocultura. Na opinião de especialistas, a iniciativa do Ministério da Agricultura chegou tarde e não resolve o problema.
O leilão ainda não tem data para acontecer. De acordo com o Ministério, cada produtor terá até 120 dias corridos para receber a premiação. Segundo o presidente da Associação Paulista da Cadeia Suinícola (APCS), Valdomiro Ferreira Junior a medida reforça a ideia do setor, deu que as ações anunciadas pelo governo são tardias.
A proposta do governo é de que o mecanismo funcione como um equalizador de preços. Os leilões só devem ser realizados quando as cotações de mercado do suíno vivo estiverem abaixo de R$ 2,30 por quilo nas regiões Sul e Sudeste e de R$ 2,15 por quilo na região Centro-Oeste. O limite por leilão vai ser de 50 toneladas de suíno vivo por criador e o valor máximo do prêmio pago pelo governo vai ser de R$ 0,40 por quilo. Dessa forma, suinocultores das regiões Sul e Sudeste passariam a receber R$ 2,70. Já os criadores do Centro-Oeste receberiam R$ 2,55.
Cornélio Van Ham, produtor de suínos de Holambra, interior de São Paulo, é um exemplo dessa realidade. No fim da semana passada, ele chegou a comercializar o quilo do animal vivo a R$ 3,10, preço melhor do que no começo do ano, quando o quilo saiu por R$ 2,00. Ainda assim, Van Ham continua vendendo abaixo do custo de produção.

CANAL RURAL

Fonte: Ruralbr

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