Mato Grosso do Sul entra em estado de emergência fitossanitária devido à helicoverpa

Ministério da Agricultura já determinou status a outros cinco Estados. Com a medida, MS pode utilizar agroquímicos à base de benzoato de emamectina

Adair Carneiro, Arquivo Embrapa Soja

Foto: Adair Carneiro, Arquivo Embrapa Soja

Com o decreto, Estado fica autorizado a seguir medidas emergências para suprimir a praga

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) decretou nesta quinta, dia 19, estado de emergência fitossanitária em Mato Grosso do Sul devido ao risco de surto da praga  Helicoverpa armigera nas lavouras, informou o Diário Oficial da União (DOU). O status já foi determinado a outras cinco unidades federativas – Mato Grosso, oeste da Bahia, Minas Gerais, Goiás e Piauí. 

>> Acesse o decreto no DOU

Com o decreto, o Estado fica autorizado a seguir medidas emergências para suprimir a praga, que já causou prejuízos bilionários ao país. O plano nacional de controle da Helicoverpa armigera prevê que as medidas emergenciais de defesa sanitária vegetal serão estabelecidas pelos órgãos estaduais de defesa agropecuária, levando em conta as recomendações de manejo das lavouras recomendadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), estabelecidas na Portaria 1.109, de 6 de novembro.

Entre as práticas agrícolas que devem ser adotadas se destacam o uso de cultivares que restrinjam ou eliminem as populações da praga; respeito ao período de vazio sanitário para deixar a terra sem cultivo e livre de hospedeiros; restrição ao cultivo sucessivo de uma mesma cultura; manejo integrado de pragas; e uso do controle químico e biológico.

>> Conheça ações de manejo para combater a lagarta

Na ação, fica permitido o uso de agrotóxicos que contenham como ingrediente ativo a substância benzoato de emamectina para controle da lagarta. A liberação temporária de importação vale para produtos não registrados no Brasil que sejam autorizados para culturas similares em pelo menos três países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Na safra passada, a maior infestação da lagarta ocorreu no oeste baiano, onde os prejuízos foram estimados pelos produtores em R$ 2 bilhões.

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RURALBR

Fonte: Ruralbr

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