Marina Silva deixa o PV e fala em recomeço com movimento verde

Fonte:  Globo Rural Online

Ex-ministra do Meio Ambiente e aliados anunciaram saída do Partido Verde nesta quinta-feira (07/07)

por Globo Rural Online

José Cruz/ABr
Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva anunciou nesta quinta-feira (07/07) a saída do Partido Verde

A ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva,anunciou oficialmente na tarde desta quinta-feira (07/07), em São Paulo, que deixou o Partido Verde (PV). Sua saída, porém, pode indicar o nascimento de uma nova sigla e de um movimento que terá como base os princípios "Verde e Cidadania".

Marina, durante o seu pronunciamento, afirmou que a saída não é o fim, mas o início de uma nova fase. Ela também negou que a saída tenha fins somente políticos. “Não se trata de uma saída pragmática com olhos postos em calendários eleitorais”, disse. â€œÉ preciso reagir e chamar mais e mais pessoas para um debate sobre nosso futuro”, afirmou ela.

A ex-senadora teve o apoio de Guilherme Leal, seu companheiro na chapa durante as últimas eleições, e o deputado federal Alfredo Sirkis (RJ) que também anunciaram sua saída do PV. O ex-deputado Fernando Gabeiratambém pode deixar o partido.
Os rumores de que Marina e seu grupo aliado deixariam o PV começaram a surgir no final de junho devido à divergências internas com a presidência do partido. Gabeira e Sirkis apoiaram a decisão de Marina Silva e criticaram os rumos do PV. Eles também defenderam a criação do movimento "Verde e Cidadania", ainda sem data definida para ser lançado.
Alfredo Sirkis afirmou que o movimento a ser criado não será contra o Partido Verde. â€œÉ um transbordamento do que aconteceu em 2010", definiu. Ele disse que, nas próximas eleições municipais de 2012, o movimento poderá apoiar alguns candidatos, mas que ainda não será o momento de criar um novo partido. “Já tivemos pedidos no Congresso de deputados querendo mudar em virtude da postura de Marina Silva”, disse, sem citar nomes.
Em nota, o Partido Verde afirmou que está passando pela primeira grande crise de crescimento, assim como outros partidos e criticou a “polêmica artificialmente inflada sobre a falta de democracia interna”. Segundo a nota, estão programadas atualizações programáticas e elas ocorrerão no tempo oportuno”.

Código Florestal

A ex-ministra do Meio Ambiente provocou polêmica, ao lançar, no início de junho, uma campanha que pretendia coletar um milhão de assinaturas contrárias ao texto do novo Código Florestal. Marina apresentou o abaixo-assinado durante a reunião do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável. Segundo a ex-ministra, o esforço de coletar um milhão de assinaturas contra o código e de organizar manifestações públicas seria fundamental para dar respaldo àqueles que decidirão sobre a forma como o novo código será aprovado. “Devemos fazer um esforço para dar sustentabilidade política aos senadores para que mudem o projeto”, enfatizou Marina. “E se não der, vamos dar sustentabilidade política para que a presidenta Dilma o vete”, declarou Marina, na ocasião.

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