Mapa recebe verba para quitar dívidas

Depois de oito meses com o cinto apertado, a Superintendência do Ministério da Agricultura recebeu, na sexta-feira, repasse de R$ 600 mil para pagar as contas de custeio (luz, água, telefone e internet) acumuladas. O valor será suficiente para cobrir o passivo do Mapa-RS, atualmente em quase R$ 400 mil, segundo o superintendente, Francisco Signor. Ele confirma as dificuldades, mas garante que, com exceção deste ano, nunca ocorreu falta de dinheiro. ‘Pode ter havido atrasos, mas nunca cortes’, observa. Segundo ele, as prioridades da superintendência – vigilância sanitária e inspeções animal e vegetal – não foram afetadas. Contudo, em setembro, quando as contas entraram definitivamente no vermelho, o próprio Mapa alegou falta de verba para combustível, item essencial às vistorias. A posição é reforçada pelo fiscal federal João Becker, que garante: a falta de recurso acarretou em prejuízos às ações de fiscalização no Rio Grande do Sul.

A origem do gargalo estaria em Brasília. Segundo o presidente da Anffa Sindical, Wilson Roberto de Sá, o ministro Antônio Andrade trabalha no limite. ‘Vive administrando o caos’, criticou. Ele reclama que o Mapa só destina verba para missões internacionais. ‘Não há recursos para manutenção e, com isso, falta verba para combustível, pagamento de serviços terceirizados e até mesmo água, luz e telefone’, diz Sá. Segundo a Anffa, o ministério tem verba em caixa em Brasília. ‘O Ministério do Planejamento nos comunicou que o Mapa tem R$ 570 milhões, o que nos leva a crer em problemas gerenciais’, alertou.

Em Brasília, o Mapa não se pronuncia sobre o impasse. O superintendente gaúcho classificou a alegação feita pela Anffa de mau gerenciamento de leviana. ‘É possível que esse recurso esteja no Mapa para cobrir emendas parlamentares. Em 2012, só aqui no Estado, mais de R$ 100 milhões foram para emendas.’ Sobre o gasto com missões internacionais, o dirigente não só se declarou favorável como foi além. ‘O Brasil precisa de missões para ampliar seu mercado.’

Fonte: Correio do Povo

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