Mapa classifica RS como livre de aftosa sem vacina

Ministério também já enviou pedido de reconhecimento à OIE

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, no Diário Oficial da União, a Instrução Normativa nº 52, que reconhece como livres de febre aftosa sem vacinação os estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Acre e Rondônia. Também já encaminhou, à Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), pedido de mudança do status sanitário destes locais. O pedido precisa ser ratificado na Assembleia Geral da OIE, que acontece em maio de 2021 na França.

Foram reconhecidas também algumas regiões do Amazonas e do Mato Grosso (Rondolândia e partes de Aripuanã, Colniza, Comodoro e Juína). A norma entra em vigor no dia 1º de setembro.

Atualmente, no Brasil, apenas Santa Catarina possui a certificação internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação.

No Rio Grande do Sul, a estimativa é de que em torno de 12,5 milhões de cabeças, entre bovinos e bubalinos, deixem de ser vacinados no Estado. E cerca de 20 milhões de doses de vacina também deixem de ser aplicadas por ano, já que a vacinação acontecia em duas etapas: rebanho geral e para animais com até 24 meses.

Para realizar a transição de status sanitário, os estados e regiões atenderam requisitos básicos, como aprimoramento dos serviços veterinários oficiais e implantação de programa estruturado para manter a condição de livre da doença, entre outros, alinhados com as diretrizes da OIE.

Com o reconhecimento nacional, a ministra Tereza Cristina avalia que os estados podem ter a oportunidade de ampliar a participação no mercado internacional.

"Mais de 40 milhões de cabeças estarão prontas para exportação para mercados mais exigentes.

Isso deve melhorar o valor dos produtos desses locais para exportar para mercados como Japão e Coreia do Sul, que são mais exigentes e que não aceitam a carne bovina vacinada", disse.

Outros mercados que podem ser abertos são Chile, Filipinas e EUA. Além disso, a China, que hoje só importa carne sem osso do Rio Grande do Sul, pode abrir espaço para carne com osso e miúdos.

Fonte: Jornal do Comércio

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