Manejo Integrado de Pragas promove cafeicultura sustentável

Métodos de controle mais eficazes são os que aliam manejo químico e biológico

AP Photo/ David McFadden

Foto: AP Photo/ David McFadden

Lavouras de cafeeiro hospedam poucas espécies de pragas

As lavouras de cafeeiro hospedam poucas espécies de pragas, sendo que a grande maioria dos artrópodes (insetos, ácaros, aranhas) encontrados nas lavouras de cafeeiro é considerada benéfica, e só algumas poucas espécies podem ser consideradas como pragas. Entre essas poucas espécies de pragas, uma parte delas – como alguns ácaros, o bicho-mineiro e a broca-do-café – podem eventualmente causar prejuízos econômicos ao produtor e ainda à qualidade da bebida. Em decorrência do emprego de defensivos para controlá-los, há também prejuízos socioambientais e à saúde da população e aumento de custos na produção.
Os métodos de controle mais eficazes dessas pragas são os que usam os princípios do Manejo Integrado de Pragas (MIP), ou seja, aliam o manejo químico e biológico, entre outros, em prol da preservação no agroecossistema, usando defensivos como último recurso, somente no momento certo para cada praga e de forma controlada, seletivos aos artrópodes não alvos, preservando os inimigos naturais das pragas e favorecendo seu controle.
Desde a criação, em 1997, do Consórcio Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado pela unidade Café da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Café), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) conduz projetos com essa visão integrada e ecológica do manejo das pragas. Reflexo disso foi a inauguração, em 2000, do Centro de Pesquisa em Manejo Ecológico das Pragas e Doenças de Plantas Cultivadas (EcoCentro), sendo o café sua cultura-chave.

Fonte: Ruralbr

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