‘Mais Terneiros’ não sai do papel

Não evoluiu no Estado a criação de um programa público de estimulo à produção de terneiros, em alta no mercado. No último ano, a Secretaria da Agricultura conversou com núcleos de criadores e fez um esboço, mas o processo parou. O grupo de debate não se reúne desde o primeiro semestre. Batizado de ‘Mais Terneiros’, o projeto caiu na lista de prioridades. ‘A ideia é dar sequência ao assunto, mas ficamos no campo das ideias, esperando avançar o Instituto da Carne para interface. Definimos como prioridade o projeto de identificação do rebanho’, explica Ana Suñe, coordenadora da Câmara Setorial da Carne Bovina.

Pelos planos, haverá uma linha de crédito para elevar a taxa de desmame, cuja média gira ao redor de 40%. A tomada do recurso seria mediante projeto técnico, tendo como contrapartida a determinação de um prazo para isso. Hoje, são registrados 2,5 milhões de terneiros nascidos ao ano. Conforme Ana, mesmo com avanço da agricultura, o volume oscila pouco já que a soja marcha em áreas de terminação e não de cria, onde predominam pequenos e médios produtores.

Dados da Emater indicam que 40% dos terneiros de corte vêm de 60 mil propriedades familiares com até 300 hectares, onde a taxa média de nascimento é baixa, de 50%. De acordo com o agrônomo do escritório regional da Emater em Bagé Cláudio Ribeiro com troca de manejo já seria possível elevar a produção. Para ele, o avanço não depende de crédito, mas de assistência técnica específica. E defende: antes disso é preciso reconhecer este público e ajudá-lo a planejar a comercialização. Parte desse trabalho é desenvolvido com verba do Feaper e RS Biodiversidade há dois anos. ‘Estamos com 80 unidades desenvolvendo manejo que potencializa a produção.’

Fonte: Correio do Povo

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