Mais de 70 países marcam presença na Expodireto

Estrangeiros vêm a Não-Me-Toque em busca de máquinas, grãos, carne e de parceiros comerciais

Mais de 70 países marcam presença na Expodireto Diogo Zanatta/Especial

Presença dos estrangeiros no parque vem crescendoFoto: Diogo Zanatta / Especial

Joana Colussi

joana.colussi@zerohora.com.br

Idiomas que vão do já quase familiar inglês ao complexo árabe e costumes latinos de peruanos, argentinos até de russos e finlandeses vão se cruzar no interior do Estado.

Não importa o sotaque ou a origem, em Não-Me-Toque participantes de todos os continentes se misturam em busca das mesmas riquezas agrícolas: alimentos e tecnologia para lavouras. Na próxima semana, delegações de pelo menos 70 países irão reforçar o caráter internacional da Expodireto Cotrijal, que chega a 14ª edição mais estrangeira do que nunca.

— Além das rodadas de negócios no pavilhão internacional, iremos promover encontros entre importadores e expositores nos próprios estandes das empresas — explica Evaldo Silva Junior, coordenador da área internacional da Expodireto Cotrijal.

Mas, afinal, o que estimula tantos estrangeiros a viajarem milhares de quilômetros para participar de uma feira agrícola num município do norte gaúcho de 16 mil habitantes? Até então focado na tecnologia de máquinas e equipamentos agrícolas, o interesse agora se amplia para outros produtos, diante do desafio mundial de aumentar a produção de alimentos. Uma das maiores delegações a desembarcar na feira, a da Nigéria, busca a qualidade do grão brasileiro, além da carne bovina e de frango.

— A Nigéria importa arroz da Ásia, mas a qualidade do grão brasileiro é muito superior — destaca Olusegun Michael Akinruli, presidente do Centro de Negócios, Cultura e Cooperação Nigéria Brasil.

Nas rodadas de negócios, o arroz promete ser novamente a grande preferência. Com uma produção nacional de

7,7 milhões de toneladas na última safra, da qual 90% cultivada no Rio Grande do Sul, o Brasil exportou 1,4 milhão desse volume para países como Nigéria, Cuba, Benin, Venezuela e Gana.

— Queremos confirmar esse bom momento para exportação abrindo novos mercados para o grão — diz César Marques Pereira, coordenador da Câmara Setorial do Arroz no Estado.

A expectativa positiva em torno dos negócios com estrangeiros está apoiada especialmente nos resultados colhidos no ano passado.

— No ano passado, a feira possibilitou a troca de contatos que se consolidaram ao longo do ano, criando um portfólio internacional

Os participantes

Mais numerosos:

GANA

20 participantes

NIGÉRIA

15 participantes

COLÔMBIA

10 participantes

PERU

10 participantes

ARGENTINA

10 participantes

ESPANHA

8 participantes

Os estreantes

Benin

Finlândia

Líbano

Palestina

Senegal

Fonte: Zero Hora

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