Mais Alimentos terá limite ampliado

Segunda fase do programa federal deve incluir financiamento de silos

Novo teto permitirá compra e máquinas mais caras<br /><b>Crédito: </b> 2 LIKE PHOTOSTUDIO / DIVULGAÇÃO / CP

Novo teto permitirá compra e máquinas mais caras
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A segunda fase do programa federal Mais Alimentos, a ser anunciada no Plano Safra da Agricultura Familiar, em junho, deve ampliar o limite individual de R$ 130 mil para R$ 200 mil. Em 2011, o teto era de R$ 110 mil. A inclusão de silos entre os itens financiáveis em até dez anos, com até três anos de carência e juro anual de até 2%, também está no forno, antecipou o coordenador nacional Marco Antônio Viana Leite, na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). A meta é tornar a linha de crédito mais atrativa. E o novo teto facilitará a compra de máquinas mais caras, como colheitadeiras, explica Viana Leite. Além disso, segue em negociação o subsídio dos juros pelos governos estaduais. Embora já tenha demonstrado interesse, o Rio Grande do Sul ainda não oficializou o apoio. A expectativa, segundo o coordenador, é por uma definição até a Expointer. Bahia, Ceará, Pernambuco e Rondônia já zeraram o juro.
Na avaliação do presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos, Celso Casale, a ampliação do limite de financiamento melhorará a abrangência do programa. "É interessante porque começa a atender a um produtor que já está em outro patamar."
No dia 10, uma reunião em Brasília, entre MDA e Abimaq, deve avaliar a inclusão de novos produtos e definir o reajuste das tabelas. Criado em 2008 para fomentar a inovação tecnológica e a renovação da frota, num período marcado pela crise financeira global, o Mais Alimentos já disponibilizou R$ 7 bilhões em 150 mil operações. A indústria de máquinas agrícolas vendeu 44 mil tratores e 300 colheitadeiras desde então, mas, agora, reclama de estagnação do programa.
Viana Leite rebate: "Ainda temos muito a crescer, são 4,6 milhões de agricultores familiares no país". Ele reconhece que a falta de informação sobre o programa no país é um empecilho e diz que, por isso, o Ministério do Desenvolvimento Agrário tem intensificado sua participação em feiras como a Agrishow para divulgar as condições.

Fonte: Correio do Povo

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