Mais Alimentos amplia fronteiras

O Mais Alimentos Internacional, braço do programa brasileiro que financia investimentos na modernização de propriedades rurais familiares voltado a negócios no exterior, iniciou recentemente as exportações de máquinas e implementos agrícolas para países participantes do convênio. O objetivo, agora, é expandir as fronteiras.

Lançado em 2010, o Mais Alimentos Internacional passou por remodelações, e o primeiro contrato comercial foi firmado com o Zimbábue apenas em abril deste ano. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) já aprovou financiamentos de R$ 87,8 milhões para o país. No total, foram aprovados R$ 440 milhões para Zimbábue, Cuba, Moçambique, Senegal, Gana e Quênia em uma primeira fase, conforme Marco Antonio Viana Leite, coordenador do programa.

Os seis países citados têm acordo de cooperação e memorandos de entendimento aprovados no valor total de R$ 1,5 bilhão, com três anos de carência e prazo de pagamento de 15 anos. Os recursos são oriundos do Proex (Programa de Financiamento às Exportações), cujo agente financeiro é o Banco do Brasil.

Pelo programa, deverão ser exportados mais de 35 mil equipamentos agrícolas, dos quais 2.521 tratores, para os seis países conveniados na primeira fase. Em Cuba, o processo que permitirá o início das exportações deverá ser finalizado até meados de novembro. Para os outros países – com exceção do Zimbábue, que já recebeu uma parte dos equipamentos -, os embarques deverão ser realizados entre o fim deste ano e o início de 2015.

Atualmente, 35 empresas participam do programa. "É uma alternativa para mostrar a tecnologia para a produção de grãos. O Brasil produz os melhores implementos do mundo, com preços competitivos", diz.

Ele acrescenta que as máquinas e implementos produzidos no Brasil têm boa aceitação no mercado externo. Leite observa que o Zimbábue, por exemplo, recebeu propostas para comprar equipamentos da China a preços mais baixos, mas preferiu os brasileiros, diante também dos melhores prazos para pagamento. O país africano importa cerca de 70% dos alimentos que consome. A mecanização e o uso de tecnologias tendem a contribuir para aumentar a produtividade no campo, avalia.

Os 430 tratores que deverão ser exportados a Moçambique representam cerca de metade de sua frota atual, o que dá uma dimensão do potencial desses países. Eles também deverão ter assistência técnica e receber, além dos equipamentos, peças de reposição, para que a utilização das máquinas se dê de forma correta. Haverá uma avaliação geral do programa e a meta é ampliá-lo para países da América Latina.

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Fonte: Valor | Por Carine Ferreira | De São Paulo

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