Mahindra prevê ampliar produção no país

Assim como já ocorre com os negócios da Mahindra no México e no Canadá, as operações da fabricante indiana de tratores no Brasil também serão geridas a partir do braço da empresa nos Estados Unidos. Até agora, as operações brasileiras eram controladas pelo grupo chileno Gildemeister, que em 2011 adquiriu 70% das ações da empresa brasileira Bramont, a distribuidora da Mahindra do Brasil desde 2007.

Em 2013, a indiana montou no Brasil a fábrica de tratores em Dois Irmãos (RS), apostando na área de máquinas agrícolas. E, em 2015, a Mahindra decidiu parar de vender picapes e utilitários esportivos em terras brasileiras, encerrando as atividades na zona franca de Manaus. O motivo era o cenário econômico ruim, a desvalorização do real e instabilidade nas regulações do setor.

Agora, com o país ainda ensaiando uma recuperação na atividade econômica, a indiana resolve, mais uma vez, elevar as apostas no Brasil. Sem a gestão do grupo chileno nas operações brasileiras, a fabricante deve aumentar o investimento no país. "A Mahindra vê um grande potencial no mercado de máquinas agrícolas no Brasil e essa mudança na gestão muda toda a nossa relação de investimentos e parcerias", observou Jak Torretta Junior, o diretor-geral de operações da Mahindra no Brasil.

Para Mani Iyer, presidente da Mahindra Estados Unidos, há maior estabilidade da economia no Brasil, o que abre espaços para investimentos e crescimento. "Acredito em grandes oportunidades aqui, já que esse é o maior mercado da América do Sul. Vamos montar uma estratégia de crescimento como aconteceu com a Mahindra nos últimos anos nos EUA, indo de quinto para o terceiro lugar em participação de mercado de vendas", afirmou Iyer.

Em um ano, a empresa projeta passar da sexta para a quinta posição no mercado nacional de tratores e, em cinco anos, pretende ficar entre os três primeiros.

No Brasil, a expectativa é de dobrar o número de concessionárias em 2017, para 22. As novas concessionárias devem se concentrar, principalmente, nas regiões Sul e Sudeste. Em cinco anos, a estimativa é chegar a 100 concessionárias.

Na fábrica localizada no Rio Grande do Sul, a Mahindra tem capacidade para produzir 1,2 mil tratores por ano. Atualmente, segundo Torretta, a produção anual está em 350 tratores, mas ele prevê uma ampliação. "Acreditamos que essa capacidade instalada será insuficiente nos próximos dois anos", diz, não descartando a possibilidade de construção de nova planta no país.

Os executivos da indiana não detalham o investimento no Brasil. No país, a companhia tem como meta se tornar uma das três maiores em tratores na faixa de potência até 130 cavalos em cinco anos.

Por Kauanna Navarro | De São Paulo

Fonte : Valor

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