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Maggi defende produção de etanol de milho

Para o ministro, em MT, a política de usar o cereal para essa finalidade tem trazido benefícios a toda a cadeia

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Maggi fala durante o Fórum Mais Milho

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou nesta sexta-feira, 9, na abertura do Fórum do Projeto Mais Milho, em Cuiabá (MT), que muitos produtores do cereal tiveram prejuízos em 2016 porque preferiram testar o mercado e não venderam o produto na hora certa.

Ele admitiu que o milho tem problema de mercado no Brasil, com a alternância entre grandes e pequenas safras e a dificuldade de regulação, mas lembrou que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) alertou, no auge da crise de oferta do grão, que o estoque de passagem seria alto ao fim da safra 2015/2016.

Maggi defendeu, ainda, a política de produção adotada em Mato Grosso de se criar usinas de etanol a partir do milho. Ao mesmo tempo, a iniciativa serve para regular a oferta e a demanda e ainda possibilita, na avaliação dele, ampliar a produção do grão. "Se não tivermos etanol de milho, não iremos ampliar produção do grão em Mato Grosso. Em um plano de negócios bem feito, etanol é a saída para a queda dos preços do milho", concluiu.

Pecuária – Durante o evento, Blairo Maggi também admitiu que tem dado prioridade à pecuária em suas visitas ao exterior. Segundo ele, os entraves sanitários internacionais para as carnes não existem para os grãos.

Além disso, o mundo depende das safras agrícolas do Brasil, o que diminui a necessidade de o Ministério da Agricultura buscar a ampliação do comércio dessas commodities produzidas no País.

"Quando estamos na posição como essa (de ministro), conseguimos entender as grandes dificuldades que há no comércio mundial de carnes", disse. "O Brasil quase não sai para vender grãos, mas precisamos abrir mercados", ponderou Maggi, citando como exemplo a alta dependência que o Brasil tem do mercado chinês para a soja.

Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

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