Lucro líquido da SLC Agrícola aumentou quase 73% no ano passado

A SLC Agrícola, umas das principais produtoras de grãos e fibras do país, encerrou o quarto trimestre de 2015, em 31 de dezembro, com um lucro líquido de R$ 35,33 milhões, expressiva alta de 104,6% na comparação com o resultado líquido também positivo de R$ 17,27 milhões no mesmo período do ano passado. Com isso, em todo o ano de 2015 a companhia contabilizou um lucro líquido de R$ 121,17 milhões, 72,7% superior ao de 2014.

"Apesar dos ventos contrários, através da execução disciplinada de nossa política de hedge combinada com gestão criteriosa de custos e controle operacional, conseguimos bater uma série de recordes ao longo de 2015", disse a SLC, em nota que acompanhou o balanço financeiro divulgado ontem.

Segundo a empresa, o bom desempenho no último ano recebeu impulso da forte desvalorização do real ante o dólar, que compensou no mercado interno os baixos preços dos grãos no mercado internacional. A SLC fechou 2015 com uma produção de 638,6 mil toneladas de soja, um recorde para a companhia.

A receita líquida da empresa totalizou R$ 583,62 milhões no quarto trimestre de 2015, elevação de 33,1% ante o mesmo intervalo do ano anterior. No acumulado de 2015, a receita ficou em R$ 1,761 bilhão, 17,5% acima de 2014.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado da SLC somou R$ 151,89 milhões no quarto trimestre e R$ 339,74 milhões em 2015, avanços de 62,3% e 6,1%, respectivamente. A margem Ebitda ajustada, por sua vez, ficou em 27,5% no quarto trimestre, alta de 5 pontos percentuais, e em 22,9% no ano, baixa de 1,1 ponto.

No que diz respeito à dívida líquida da companhia, houve uma elevação de 13,9%, a R$ 1,09 bilhão. A SLC explicou que esse incremento se deveu à variação cambial sobre as operações em dólar que não têm efeito caixa ou que foram pagas ao longo do ano, além da maior necessidade de capital de giro em função da oscilação da moeda americana sobre os insumos.

A alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado) da companhia ficou em 3,2 vezes ao fim de 2015.

Por Mariana Caetano | De São Paulo

Fonte : Valor

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