Leite vive fase de valorização de preço

Referência de setembro, de R$ 1,65, supera o recorde consolidado em agosto, de R$ 1,58

  • A pandemia também influenciou na valorização de proteínas. Para Rizzo, o consumo do leite acabou se elevando por ser um produto de excelente relação custo-benefício
  • A pandemia também influenciou na valorização de proteínas. Para Rizzo, o consumo do leite acabou se elevando por ser um produto de excelente relação custo-benefício | Foto: GUILHERME TESTA/ CP

    O consumo em alta combinado com uma oferta mais ajustada em função da entressafra fez com que o valor de referência do litro de leite em setembro fosse projetado em R$ 1,65 pelo Conseleite/RS. Caso o valor se confirme, baterá o recorde do preço consolidado no mês anterior, que fechou em R$ 1,58. A cadeia, que comemora margens de rentabilidade depois de muito tempo de resultados apertados em função do custo de produção, fica de olho agora na elevação da importação de leite em pó, que passou a ser atrativa diante da valorização das cotações domésticas.

    O presidente do Conseleite, Rodrigo Rizzo, diz que é sazonal o aumento das importações, mas que o conselho vai observar se haverá uma entrada mais expressiva de lácteos do Mercosul. Ele acredita que, no momento, as compras externas possam estar sendo feitas pelo varejo e não pela indústria. Segundo o Ministério da Economia, foram importadas 64,5 mil toneladas de lácteos entre janeiro e agosto deste ano. O volume é 12,8% menor que o comprado no mesmo período de 2019, mas as aquisições deram um salto a partir de julho.

    Rizzo estima, no entanto, que a atual conjuntura, beneficiada pelo novo hábito de consumo das famílias durante a pandemia, fará com que os preços internos se mantenham firmes. É esta a expectativa dos produtores, segundo o vice-presidente e diretor de Política Agrícola da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS), Eugênio Zanetti. “Hoje, finalmente, o produtor está tendo lucro e tranquilidade para administrar sua propriedade”, destaca. Apesar do cenário mais positivo, Zanetti alerta que o setor vive uma “excepcionalidade” e, por isto, precisa ter cautela para fazer investimentos de maior porte.

    Por Cíntia Marchi

    Fonte : Correio Do Povo

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