LEITE Estiagem no RS reduz em 8% a captação de leite no Estado

Queda representa cerca de 1 milhão de litros de leite a menos na captação do Estado

As chuvas abaixo da média no Rio Grande do Sul, com impactos no plantio da safra de verão (soja e milho), já impacta a atividade leiteira do Estado, maior produto de leite do país. Segundo nota divulgada pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), a captação de leite nas propriedades gaúchas caiu 8% nos primeiros dias de janeiro.

A entidade explica que a queda, que representa cerca de 1 milhão de litros de leite a menos na captação do Estado, é provocada pela falta de pastagem verde no campo e pelo estresse calórico enfrentado pelos animais. Além disso, as altas temperaturas e a estiagem tendem a diminuir a oferta de milho na região, comprometendo a alimentação dos animais ao longo do ano.

“Já no mês de março começaremos a sentir os efeitos mais fortes em relação à escassez de alimentos para o rebanho”, explica o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra. Segundo ele, o cenário de escassez hídrica deve persistir durante todo o mês de janeiro, embora a ocorrência de chuvas, mesmo que em pouca quantidade, possam amenizar a situação do setor.  Além do milho, as culturas mais afetadas incluem soja, fumo e feijão.

Até a última sexta-feira, pelo menos 28 cidades do Rio Grande do Sul já haviam decretado situação de emergência por conta da falta de chuvas e outras sete haviam registrado pedido semelhante junto a Defesa Civil. Segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Estado, 21 municípios receberam reservatórios móveis para enfrentar a estiagem.

“Algumas culturas que foram bastante atingidas necessitarão de replantio. Por isso, vamos pedir ao Ministério da Agricultura que prorrogue o prazo de zoneamento agrícola e que reserve uma cota extra do seguro agrícola”, anunciou, em nota, o secretário adjunto de Agricultura, Luiz Fernando Rodriguez.

REDAÇÃO GLOBO RURAL

Fonte : GLOBO RURAL

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