LEITE ADULTERADO | Relação produtor e indústria mais forte

A relação direta entre o produtor de leite e a indústria deverá ser reforçada com a Operação Leite Compen$ado, que resultou em prisões no Estado e lançou suspeita sobre a qualidade do leite gaúcho. Embora desempenhe uma atividade lícita reconhecida pelo Ministério da Agricultura, o atravessador tende a perder espaço à medida em que as indústrias reduzirem as compras nesse mercado.
– Sabemos que há pessoas sérias nessa atividade. Mas, em razão da fraude, inevitavelmente as indústrias irão diminuir a compra de leite de atravessadores – admite Wilson Zanatta, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS).
A prática dos atravessadores de leite, que ganhou força na década de 1990 com a concorrência no mercado de leite após a chegada da Parmalat, é apontada também como uma das responsáveis pelo enfraquecimento da assistência técnica aos produtores rurais e, consequentemente, redução da qualidade do alimento.
– Essa prática se mostrou nada eficiente. Temos de voltar a priorizar a relação direta do produtor com a indústria. O transportador deve receber apenas pelo frete – afirma Elton Weber, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS).
Hoje, a relação direta com o produtor é meta da maioria das cooperativas, que buscam o leite direto nas propriedades. Nas indústrias, a origem do abastecimento ainda é dividida por causa do déficit de produção gaúcha.

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