Legislação ambiental e mudanças de mercado são destaques no segundo dia do Seminário Cooplantio no Rio Grande do Sul

Evento segue até esta quarta, em Gramado, e reúne diversos elos da cadeia produtiva

Carlos Queiroz, divulgação

Foto: Carlos Queiroz, divulgação

Luís Ataídes Jacobsen levou para o debate uma das maiores angústias dos produtores nos últimos anos: a legislação ambiental

Legislação ambiental e mudanças de mercado foram temas em destaque no segundo dia da 27ª edição do seminário da Cooperativa dos Agricultores de Plantio Direto, a Cooplantio. O encontrou reúne técnicos, especialistas e produtores rurais em Gramado (RS) e segue até esta quarta, dia 13. Na pauta das discussões, as novidades do mercado de máquinas agrícolas e as perspectivas econômicas dos mercados de soja e milho. O produtor de grãos Paulo Roberto Vargas participa do seminário pelo quarto ano. Segundo ele, que é de Carazinho (RS), esta é uma oportunidade de se abastecer de informações sobre o setor.

– O pessoal vem esperando encontrar novos conhecimentos, novas tecnologias para a sua propriedade. E aqui encontra as mais modernas técnicas que podem ser adaptadas à nossa realidade – diz.
O assistente técnico da Emater Luís Ataídes Jacobsen palestrou nesta terça e levou para o debate uma das maiores angústias dos produtores nos últimos anos: a legislação ambiental. Ele lembrou os imigrantes que colonizaram o Brasil e derrubaram florestas para poder plantar. Disse, porém, que hoje o mercado e os próprios consumidores exigem responsabilidade de quem produz.
– Existem hoje necessidades e exigências ambientais muito mais importantes e que devem ser seguidas com muito mais rigor, muito mais atenção do que foi em tempos passados. Agora, também não se pode levar para um exagero de impedir que se produza. Aliás, os sistemas de produção devem ser analisados de uma forma crítica – pontua.
Outro ponto de discussão foram as mudanças de mercado. O arroz, por exemplo, nos últimos cinco anos, fez o Brasil passar de importador para exportador. Conforme apontou o gestor da Unidade de Negócios Alimentos da Cooplantio, Camilo Oliveira, o volume de embarques do grão chegou a dois milhões de toneladas no ano passado.
– O desafio é fazer com que a cadeia se organize de forma mais estruturada, que possa realmente ser um país exportador de arroz, que dê sustentabilidade para o produtor continuar investindo, produzindo mais e ter mercado pra isso. Para as indústrias também poderem se estruturar, melhorar os seus investimentos internamente, terem uma contraforça. Um pouquinho com o varejo, que a gente sabe que tem uma força bem maior de mercado que os outros elos da cadeia. Então, com isso terá outros clientes que não só as grandes redes de supermercados que a gente tem hoje.

Fonte: Ruralbr | CANAL RURAL

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