LARANJA – Baixa oferta de laranja deve aumentar cotações da safra 2016/2017, diz Cepea

Safra da Flórida é a menor dos últimos 52 anos e deve contribuir para altas nos preços da commodity

laranja_suco (Foto: Thinkstock)

Indústrias paulistas podem iniciar o ciclo 2016/2017 com estoque reduzido de suco de laranja (Foto: Thinkstock)

O Centro de Estudos Avançados em Tecnologia Aplicada (Cepea) divulgou nesta quarta-feira (13/1) o relatório com as perspectivas do mercado de citros para a safra 2016/2017. Segundo o instituto, são esperados bons preços para a laranja no ciclo.

A positividade vem do cenário de baixa oferta de laranja no Estado de São Paulo e na região do Triângulo Mineiro. "Não há expectativa de produção elevada e os estoques das indústrias podem fechar a temporada atual (em junho de 2016) no nível estratégico de 300 mil toneladas", explicam os pesquisadores do Cepea.

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O clima prejudicou os pomares em 2015. Houve boa floração em agosto e setembro, e as condições climáticas favoreceram o "pegamento" das flores. O prejuízo veio em meados de outubro, com as altas temperaturas que causaram abortamento significativo de frutos em desenvolvimento e, após isso, não houve novas floradas com o solo úmido (para a abertura de flores, é necessário que hajaestresse hídrico).

Com a redução da oferta, o Cepea estima que as indústrias paulistas podem iniciar o ciclo 2016/2017 com estoque reduzido de suco de laranja, algo próximo de 300 mil toneladas. Esse volume pode cair no fim da temporada, dependendo não só da produtividade do pomar, mas do consumo e do rendimento industrial.

"De qualquer forma, com base em fundamentos disponíveis até o início de janeiro, vislumbra-se que, por mais um ano, a demanda industrial pode ser aquecida em uma safra de produção limitada. Se essas estimativas se confirmarem, os produtores podem receber propostas atrativas também na próxima temporada", complementa o Cepea.

Estados Unidos

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, em inglês), a safra 2015/2016 delaranja da Flórida, que começou em outubro, será 29% menor que a anterior, a menor produção dos últimos 52 anos.

Isso deve impulsionar as importações norte-americanas, contribuindo para a alta dos preços da commodity. "Os maiores preços do suco de laranja beneficiam não só as indústrias, mas também os produtores paulistas, já que a definição do preço, na maior parte dos contratos, inclui as cotações do suco no mercado internacional", analisam os pesquisadores do Cepea.

POR TERESA RAQUEL BASTOS

Fonte : Globo Rural

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