Kátia Abreu defende atualização do Código Florestal e rebate críticas

Fonte: Revista Globo Rural

A presidente da CNA afirma que a atual legislação prejudica a produção agropecuária, “a mais importante da economia nacional”

por Assessoria de Comunicação da CNA

Editora Globo
O Senado precisa "colocar nos eixos o setor mais importante da economia nacional”

A senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), defendeu nesta terça-feira (5/7), no Senado, a aprovação do novo Código Florestal e refutou a proposta de cientistas de adiamento da votação da matéria. A senadora afirmou que a atual legislação prejudica a produção agropecuária ao criminalizar 95% dos produtores rurais de todo o país e que o papel do Senado, nesse contexto, é o de “colocar nos eixos o setor mais importante da economia nacional”.

A reforma do Código Florestal, sob a perspectiva dacomunidade científica, foi debatida hoje em audiência pública conjunta organizada pelas Comissões de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e de Meio Ambiente,Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado. Um grupo de cientistas defende a formação de um grupo de trabalho para, em um período de seis meses, subsidiar as decisões da Casa sobre o tema. Na audiência, Kátia Abreu negou que o novo Código Florestal esteja sendo aprovado às pressas ao afirmar que o assunto é discutido no Congresso Nacional desde 1996. A senadora destacou o papel dos pesquisadores no processo de evolução da agropecuária brasileira, mas também afirmou que o tema não pode ser tratado de forma isolada. “Discutir meio ambiente de forma dissociada não é inteligente para o país, mesmo porque nós estamos tratando do setor mais importante da economia nacional”, afirmou. “Não é apenas a questão ambiental, econômica, a exportação, os empregos e o PIB. É o conjunto de tudo isso que vai fazer com que o nosso código possa ficar mais eficiente”.

A presidente da CNA acrescentou ainda que apenas 27% do território nacional está ocupado com atividades agropecuárias e que o restante está preservado. Afirmou também que se for somada a área preservada dentro das fazendas (94 milhões de hectares) aos 400 milhões de hectares de terras indígenas, unidades de conservação e terras devolutas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Aeronáutica, o país tem 61% do bioma original preservado. “O produtor rural está fazendo a parte dele. Mais do que isso é decretar a sentença de morte no Brasil e transformar o país na reserva legal do mundo”, completou. “No próximo Censo Agropecuário, se nós não modificarmos o Código Florestal, nós teremos um aumento de florestas nas fazendas em torno de 50 milhões de hectares. Se algum dia as florestas já se sentiram emparedadas, hoje quem está emparedado é a produção agropecuária”, afirmou a senadora.

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