Justiça impõe restrições a investigados pela PF

Operações Concutare e Paralelo 31 apuram desvio de recursos

Fernanda Nascimento

POLÍCIA FEDERAL/DIVULGAÇÃO/JC

PF apreendeu dinheiro e limitou movimentação financeira de indiciados

PF apreendeu dinheiro e limitou movimentação financeira de indiciados

As investigações de irregularidades na emissão de licenças ambientais e no desvio de recursos de obras públicas, apontadas pelas operações Concutare e Paralelo 31, respectivamente, prosseguem na Polícia Federal gaúcha. Em ambas, a polícia está na fase de análise de documentação e já obteve na Justiça restrições para os investigados. Os 30 indiciados da Concutare tiveram os bens bloqueados e os envolvidos na Paralelo 31 estão impedidos de estabelecer novos contratos com órgãos públicos.
Deflagrada em maio, as investigações da Concutare estão mais avançadas. A operação apura o pagamento de propina para a liberação antecipada ou irregular de licenças ambientais. As 30 pessoas indiciadas até o momento tiveram os bens bloqueados pela Justiça Federal e mais de R$ 5 milhões em contas bancárias, imóveis, carros e empresas só podem ter os recursos movimentados com autorização judicial. Entre os indiciados estão os ex-secretários estaduais do Meio Ambiente Berfran Rosado (PPS) e Carlos Niedesberg (PCdoB) e o ex-secretário municipal do Meio Ambiente Luiz Fernando Záchia (PMDB) – todos presos temporariamente na deflagração da operação, junto com outras 15 pessoas.
De acordo com a Polícia Federal, as testemunhas e os investigados continuam sendo ouvidos e, paralelamente a esta fase, peritos estão realizando análise em 37 processos de licenciamento, liberados entre julho de 2012 e maio de 2013. A estimativa é de que a perícia já tenha sido concluída em, pelo menos, 32 processos. O inquérito deve ser concluído até o fim de julho.
Já a Operação Paralelo 31 – que investiga uma rede de corrupção que teria desviado R$ 12 milhões de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – está na fase de análise do material apreendido na semana passada. Ninguém foi preso na deflagração da operação e a estimativa é de que os investigados e as testemunhas comecem a ser ouvidos em 60 dias. Ao todo, 11 pessoas e oito empresas estão impedidas de firmar novos contratos com o poder público. As obras da Barragem de Arvorezinha, em Bagé, e do projeto de irrigação Costa Doce, em Arambaré, seguem embargadas.

Fonte: Jornal do Comércio

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