Justiça determina retirada de grãos

 Após constatar venda sem autorização, cooperados bloquearam portões<br /><b>Crédito: </b>  CLÁUDIA DE SOUZA / ESPECIAL / CP

Após constatar venda sem autorização, cooperados bloquearam portões
Crédito: CLÁUDIA DE SOUZA / ESPECIAL / CP

Os 4,1 mil associados da Cooperativa Agrícola Mista Ourense Ltda. (Camol), de São José de Ouro, obtiveram, ontem, liminar judicial para retirada de grãos estocados em seis unidades da cooperativa. A crise foi deflagrada após a constatação de que a Camol vendeu sem autorização dos produtores estoque de safras passadas. Eles só descobriram que o produto não existia mais quando tentaram vender a soja para aproveitar o preço alto. Com o agravante da quebra de produção, os pagamentos começaram a atrasar. Só após a decisão da juiza Paula Brustolin, os agricultores liberaram os portões das unidades, bloqueados desde terça-feira para garantir que o estoque remanescente não fosse retirado por compradores.
Segundo o coordenador do Sindicato da Agricultura Familiar de Barracão, São José do Ouro, Santo Expedito do Sul e Tupanci do Sul, Amadeu de Matos, a mercadoria será transferida hoje para silos da Copercampos, que estaria negociando parceria com a Camol. Contudo, segundo o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar de Cacique Doble, Aldemir Carrini, descontando as 240 mil sacas já vendidas, as 300 mil sacas de soja e 180 mil de milho restantes correspondem a menos de 50% do que os produtores têm a receber.
O presidente da Camol, Adilo Gelain, afirma que foi aberta auditoria para averiguar o caso. A conclusão está prevista para maio. Ele diz que, ao assumir há 13 anos, encontrou a cooperativa falida. E que a venda de estoques sem autorização dos associados é prática comum.

Fonte: Correio do Povo

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