IRRIGAÇÃO EXIGE INTEGRAÇÃO

GLAUCO MENEGHETI EROBERTO TAVARES

O secretário adjunto da Secretaria de Agricultura, Claudio Fioreze, anunciou ontem, durante o ‘Correio Rural Debate’, que deve sair em breve uma Política Estadual de Irrigação, liderada pela Coordenação de Assessoria Superior do governo. A ideia é facilitar a interlocução entre os quatro programas que hoje estão divididos em três pastas e atingir a meta de 200 mil hectares irrigados até 2014. No ano passado, segundo o diretor superintendente da Fockink, Siegfried Kwast, a área sob irrigação com pivô foi ampliada em 20 mil hectares. ‘Em 30 anos, foram implantados apenas 60 mil hectares.’

Para Ricardo Núncio, técnico da Secretaria de Obras, um aspecto fundamental para a elaboração de uma política duradoura para a irrigação no Estado é o Plano Diretor de Bacia Hidrográfica no Estado. Para o engenheiro, uma possível solução seria a obtenção de outorgas por microbacias. O presidente da Comissão de Irrigantes da Farsul, João Telles, coloca em dúvida a capacidade estrutural do Estado de obter sucesso nessa empreitada. ‘Um exemplo é que os técnicos, sejam das prefeituras ou do Estado, se sentem melindrados para aprovar projetos de irrigação porque podem ser punidos pelo MP’, alerta ele. Uma das sugestões dadas por Alexandre Scheifler, da Fetag, é que a interpretação da legislação seja igual em todas as prefeituras. Para isso, é necessário que os técnicos sejam treinados e fortalecidos em suas atribuições. Também foi considerado como fator limitante o uso da energia na zona rural. Uma solução apontada é que o produtor seja fornecedor de sua própria energia. Uma granja de 4 mil suínos em terminação pode produzir 100 KWA, fazendo funcionar um pivô em 60 hectares.

Fonte: Correio do Povo

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