Irrigação deve se espalhar pelas propriedades de tabaco

Mãos de obra escassa acentua a busca por eficiência e mecanização

Irrigação deve se espalhar pelas propriedades de tabaco Cesar Lopes/Especial

Welang tem sistema que capta água da chuva, que é armazenada em cisterna de 10 mil litrosFoto: Cesar Lopes / Especial

Vanessa Kannenberg

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A produção de fumo no Estado costuma permanecer como atividade de uma mesma família ao longo de diferentes gerações. O que não significa que essa cultura não esteja se reinventando por meio de novas tecnologias e para enfrentar pressões diversas (como de mercado e antitabagistas). Mudanças sugeridas pela indústria e por produtores se tornam solução para diferentes problemas econômicos, produtivos e socioambientais. Para identificar as tendências do setor, o Campo e Lavoura buscou a
ajuda de especialistas para indicar o que deve se consolidar nos próximos anos.
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Irrigação em alta

Em uma cultura tradicional como o tabaco, o uso de tecnologia pode parecer distante. No entanto, a falta de mão de obra torna esse tipo de apoio cada vez mais necessário. Diferentes modelos de mecanização do setor estão em teste nos centros de pesquisa das fumageiras, principalmente aqueles que auxiliam na colheita das folhas de fumo, etapa de produção considerada a mais trabalhosa. O principal entrave ainda
é o preço. O compartilhamento de uma mesma máquina por diversos agricultores ou o aluguel do equipamento estão entre as tendências e alternativas adotadas.
Atualmente, a tecnologia que começa a ganhar espaço nas lavouras é a irrigação. Na propriedade de cinco hectares de Luiz Werlang, de Venâncio Aires, por exemplo, há dois açudes e uma cisterna para captar água da chuva, com capacidade de
10 mil litros. Com canos e bicos de aspersão móveis, ele tem autonomia de levar água somente para as áreas  carentes, seja cultivada com tabaco, cana-de-açúcar ou milho.
– É água de graça, que iria embora. De maneira simples, evito perda na lavoura e uso para o float (produção da muda de tabaco), para lavar o chiqueiro e o galpão e no pulverizador – enumera Werlang, que teve mais de 50% de redução na conta de água tratada.
Na estiagem de 2007/2008, enquanto alguns vizinhos de Werlang perderam até 30% da
produção, o fumicultor teve prejuízo de menos de 5% graças ao sistema de
irrigação.O investimento ficou em torno de R$ 12 mil – incluindo no cálculo uma bomba automática. O produtor planeja, agora, construir novas cisternas

Fonte: Zero Hora

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