Irrigação, apesar da chuva

Há décadas discute-se a necessidade de irrigação na agropecuária gaúcha. Não há como fazer agricultura profissional em uma região onde sete em cada 10 safras são prejudicadas por estiagens, contando apenas com a incerta água da chuva. O Estado tem boa média anual de precipitações mas o maior volume se concentra no inverno. Estiagem, no verão, não é exceção e, sim, a regra.
Ninguém discute a validade econômica da irrigação. Os comparativos de produtividade entre lavouras irrigadas e sem irrigação falam por si mesmos. Sim, há burocracia excessiva na concessão de licenciamentos ambientais e escassez de energia elétrica trifásica para movimentar os equipamentos. Mas a maior barreira à irrigação ainda é de natureza cultural. Muitos produtores preferem comprar uma colheitadeira mais moderna a investir em pivôs.
Felizmente, isso está mudando. Que bom que a volta da chuva não arrefeceu o interesse dos agricultores pelos sistemas de irrigação.

Fonte: Zero Hora | OLHAR DO CAMPO | Irineu Guarnier Filho

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