Irrigação ainda é insuficiente nas lavouras gaúchas

De acordo com dados da Emater-RS, o Estado possui plantações em 6 milhões de hectares de lavouras de sequeiro: milho, soja, feijão, fumo e outras, das quais, em torno de 2%, possuem sistemas de irrigação. De acordo com o presidente da Famurs, Eduardo Freire, nos últimos anos os produtores têm investido na técnica, já prevendo situações de seca no verão. Ainda assim, a utilização do sistema ainda é baixa no Estado.

"A irrigação vem sendo muito trabalhada pela Emater-RS, o Irga, entre outras empresas, junto aos produtores. No entanto, exige um investimento alto", avalia o prefeito em exercício e presidente da comissão municipal da Defesa Civil de Camaquã, Jair Martins. Apesar da carga tributária pesada e dos custos de produção, ele considera este um recurso caro, mas que deve ser utilizado como um dos caminhos de prevenção para períodos de seca.

Segundo município a decretar situação de emergência, Camaquã já amarga R$ 70 milhões de prejuízo financeiro sendo que R$ 50 milhões foram somente da produção de tabaco. Dentre as lavouras mais afetadas, a de milho e de feijão perderam quase 90% do que foi plantado, seguidas da soja, que foi prejudicada em 60%. "Também a pecuária teve um prejuízo significativo, de R$ 10 milhões", salientou o prefeito em exercício e presidente da comissão municipal da Defesa Civil, Jair Martins. Para piorar, a burocracia torna o apoio financeiro dos governos uma solução demorada demais. "Estamos no terceiro decreto de situação de emergência desde 2018 e ainda não entraram recursos do Ministério da Defesa Civil. É preciso maior agilidade e essa é uma das nossas reivindicações."

Fonte: Jornal do Comércio