Irga estima perdas de 15% na safra de arroz

Excesso de chuvas prejudicou plantações gaúchas

Excesso de chuvas prejudicou plantações gaúchas

O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) estima perdas de 15% na produção da safra 2015/2016 devido a uma soma de fatores, como atraso no plantio, prejuízos ocasionados pelo excesso de chuvas aliados à deficiência de manejo. O número consta no relatório sobre enchentes no Rio Grande do Sul e os danos nas lavouras de arroz, que será entregue hoje ao ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, durante encontro que ocorre às 10h, em Uruguaiana.

Até o dia 1 de janeiro, de uma intenção de 1.083.638 hectares, 97,94% da área estava plantada, o equivalente a 1.064.879 hectares. Desta área, 11,9%, ou 126.478 hectares, foi atingida pelas enchentes ocorridas no mês de dezembro, num total de 1.858 lavouras em todo o Estado.

A estimativa de perda total é de 2,4% da área ,o equivalente a 25.413 hectares, e os 101.065 hectares restantes ainda estão sob avaliação na medida em que reduzem os alagamentos. Nestas áreas, é possível que ocorra redução entre 20% e 60% na produtividade. Outros 1.039.466 hectares estão em plena produção.

A região mais atingida pelas enchentes foi a Depressão Central, em que 74.197 hectares dos 142.991 hectares plantados foram atingidos, em 1.145 lavouras, o que equivale a 51,9% da área. A estimativa de perda nesta região é de 10% da área, ou 14.288 hectares.

Outra região bastante afetada foi a Campanha, com 15,8% da área plantada atingida pela enchente, ou 25.699 hectares, em 370 lavouras. Nesta região, a estimativa é de que 1,6% da área seja perdida, o equivalente a 2.557 hectares. Na Planície Costeira Interna (PCI) e na Fronteira-Oeste, as perdas estimadas são de 2,2% e 1,8%, respectivamente. A aona Sul e a Planície Costeira Externa (PCE), até o momento, não verificaram perdas em consequência do excesso de chuvas no mês de dezembro.

Na reunião, também será abordada a recuperação das estradas, pontes e residências que foram destruídas pelas águas. Equipe da Caixa Econômica Federal deve acompanhar o ministro para passar orientações sobre a liberação do FGTS e prorrogação das parcelas do programa Minha Casa Minha Vida aos atingidos pelas enchentes.

Fonte: Jornal do Comércio | FEDERARROZ/DIVULGAÇÃO/JC

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