Internacionalização começou em 2003

Fruto direto da fusão entre a Cenex e a Harvest States, em 1999 – mas com uma história que remonta a 1929, com a criação da North Pacific Grain Growers, em Idaho -, a CHS é um conglomerado cooperativo que fatura US$ 36,9 bilhões e movimenta 37 milhões de toneladas de grãos anualmente.

Suas atividades vão desde a originação, distribuição e exportação de commodities agropecuárias à operação de refinarias de petróleo e distribuição de combustíveis. Com 60 mil cooperados diretos e 1,1 mil cooperativas associadas, a empresa representa aproximadamente 350 mil produtores nos Estados Unidos. Desde 2003, negocia ações preferenciais (sem direito a voto) na Nasdaq, em Nova York.

Em 2003, a empresa tomou a decisão de iniciar um processo de internacionalização, com a abertura de uma divisão no Brasil. Hoje, a empresa possui operações também em Argentina, China, Paraguai, Ucrânia, Austrália, Rússia, Suíça, Jordânia, Bulgária, Hungria, Romênia e Sérvia.

"A internacionalização é um dos principais objetivos de longo prazo da empresa. Estamos claramente investindo na Europa, na Ásia e na América Latina, mas o Brasil é provavelmente onde temos o maior apetite por investimento", afirma Stefano Rettore, presidente da operação da CHS no Brasil.

Em 2003, afirma o executivo, o objetivo era apenas o de complementar a originação de soja dos Estados Unidos, tendo acesso à matéria-prima durante todo o ano. "Depois, surgiu a oportunidade de trabalhar com milho e importar fertilizantes", conta o executivo.

Em 2006, a empresa adquiriu uma participação na Multigrain, empresa de produção e comercialização de commodities agrícolas, fundada em 1998, com o objetivo de competir com as grandes tradings internacionais. No ano passado, entretanto, vendeu sua parte para a japonesa Mitsui, uma das sócias na joint venture, e saiu do negócio.

Rettore garante que a saída da Multigrain não foi um passo atrás. "Foi um reposicionamento estratégico. Percebemos que a parceria poderia não oferecer as sinergias e complementaridades desejadas no longo prazo. Então decidimos entrar num caminho de crescimento próprio", afirma o executivo.

As novas parcerias, como as firmada com a Andali e a NovaAgri, são "instrumentais", explica o executivo. "Elas nos oferecem estrutura e expertise, mas a originação e a relação com o produtor rural e os clientes ficam com a CHS", explica. (GFJ)

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Fonte:  Valor | Por De São Paulo

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