INTERDIÇÃO PREOCUPA AVICULTORES GAÚCHOS

Pelo menos 50 avicultores que fornecem para o frigorífico da Companhia Minuano, em Passo Fundo, estão preocupados com o tempo que levará para que a unidade retome a atividade normal. Na terça-feira, parte da planta foi interditada pelo Ministério Público do Trabalho e pelo Ministério do Trabalho devido a irregularidades em instalações e descumprimento de normas de segurança e saúde do trabalhador.

Com a produção em andamento, os integrados, a maioria dos municípios de Tio Hugo e Ernestina, sequer foram avisados sobre a interrupção do abate, provocada pela interdição do setor de descarregamento de aves. ‘E os frangos que estão em campo para ser colhidos? Será um problema’, questiona um criador. Outro tem 12 mil aves pequenas que estarão prontas em 50 dias. ‘A responsabilidade é deles, não podem deixar de trazer a ração senão os bichinhos acabam morrendo.’ Ele relatou que ontem um funcionário da Minuano foi até a propriedade fazer uma visita técnica, mas nem assim ele foi informado do ocorrido. O presidente do Sindicato Rural de Passo Fundo, Alberi Paulo Ceolin, está alerta. ‘Ainda não tomamos conhecimento da situação.’

A unidade da Minuano é inspecionada pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura e está habilitada para exportação. Possui capacidade para abate de até 100 mil frangos/dia. Contudo, atualmente, a média seria de 50 mil. A empresa informou que irá se manifestar só após a reunião que deve ocorrer entre hoje e amanhã com o Ministério do Trabalho.

Segundo a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), em casos como este, a orientação é que as empresas façam as adequações dentro dos prazos definidos pelas autoridades. ‘É preciso manter o diálogo e estabelecer um cronograma’, sugere o diretor executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos.

Ontem, a Ubabef recebeu proposta do Sesi com diagnósticos sobre qualidade de vida do trabalhador na indústria frigorífica. Segundo Ademir Vicente da Silva, gerente de Qualidade de Vida do Sesi, foram apresentados sugestões de programas baseados na Norma Regulamentadora 36.

Fonte: Correio do Povo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *