Instituto da Carne não saiu do papel

Início das ações teria esbarrado na falta de recursos para a sua criação

IGC serviria para a organização de dados setoriais e estatísticos<br /><b>Crédito: </b> vilmar da rosa / cp memória

IGC serviria para a organização de dados setoriais e estatísticos
Crédito: vilmar da rosa / cp memória

Responsável pela formulação do projeto estadual de valorização da carne gaúcha e pela formatação das bases do Instituto Gaúcho da Carne (IGC), a Câmara Setorial da Carne Bovina não está sendo convocada desde dezembro do ano passado. A lacuna de quatro meses é criticada por representantes da iniciativa privada, que participaram inicialmente das discussões, especialmente sobre o Instituto. As boas ideias e projetos teriam esbarrado na falta de recursos para a constituição do IGC e para contratar técnicos para a execução dos projetos que permitiriam organização de dados setoriais, estatísticas e controle de dados externos, todas ferramentas importantes para a organização setorial.
O secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, tem outra leitura. Admite que a câmara não vem se reunindo, mas que os três grupos de trabalho interno seguem atuando. Sobre o instituto, que teria como atribuições dar continuidade à rastreabilidade do gado, promover a carne gaúcha e garantir assistência técnica, o secretário é enfático: diz que a sua estruturação não é prioridade neste momento. Segundo Mainardi, para a consolidação do projeto da pecuária, primeiro vem a reestruturação das Inspetorias Veterinárias e Zootécnicas, a realização de concurso público e a rastreabilidade.
Um dos idealizadores do instituto, o pecuarista Eduardo Macedo Linhares, avalia que o processo está devagar. Há um ano, ele apresentou ao governador Tarso Genro a proposta de criação do instituto, que foi imediatamente apoiada. Desde então, o assunto deveria ter seguido para formatação via Câmara Setorial. Fora do país por dois meses, Linhares, que retornou neste mês, preferiu não tecer comentários sobre a demora. Disse que antes irá falar com a equipe da Seapa para obter informações sobre o andamento das ações. O presidente do Sicadergs, Ronei Lauxen, acredita que a demora está associada aos inúmeros compromissos que o governo assumiu com a reativação das câmaras setoriais. Ele disse que, desde a virada do ano, o sindicato não foi mais convocado para nenhuma reunião. "Para o setor crescer, nada melhor do que ter uma equipe dedicada a identificar os gargalos e definir caminhos."

Fonte: Correio do Povo

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