Inserir o títulFetag cobra ações para o crédito fundiárioo da postagem

Entidade não descarta a realização de manifestações para pressionar governo federal a cumprir resoluções anunciadas

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) está cobrando do governo federal o cumprimento das resoluções 4.177 e 4.178, anunciadas em fevereiro deste ano, sobre novas condições de financiamento e de renegociação das dívidas do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Segundo a entidade, o acúmulo de readaptação das propostas que estão com instituições financeiras está impedindo o acesso ao crédito para custeio e investimento da atual safra.
Além da renegociação das dívidas de crédito fundiário, as medidas também reduziram os juros do programa de 5% para 2%. Conforme o assessor de crédito fundiário da Fetag-RS, Sharle Capeletti, também foi concedido um aumento de desconto de 20% para os agricultores que pagassem as parcelas em dia. No entanto, nenhum dos fatos se concretizou. O dirigente estima que pelo menos 454 propostas foram devolvidas aos sindicatos de trabalhadores rurais, sendo que 130 delas já estavam prontas para serem assinadas. “Na prática, a resolução não está funcionando, pois depende do sistema financeiro. Com isso, estes agricultores continuam inadimplentes e não conseguem acesso a novos créditos”, ressalta.
Capeletti informa que são pelo menos seis mil inadimplentes com o crédito fundiário no Rio Grande do Sul, sendo que 80% dos agricultores aderiram à renegociação com a divulgação das resoluções do governo federal. Ele salienta também que novos contratos estão parados, pois os novos contratantes do crédito precisam apresentar um plano de assistência técnica para terem acesso ao financiamento, e as entidades que poderiam realizar estes projetos ainda não receberam capacitação para o crédito fundiário.
O assessor da Fetag-RS ressalta que foram realizadas reuniões periódicas com representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário, mas que nenhuma ação foi tomada até o momento. Capeletti não descarta que os agricultores realizem mobilizações como forma de pressionar o governo. “Várias vezes conversamos com o ministério. Oficializamos documento para que pudessem cumprir nossas exigências, mas nada aconteceu”, relata.
A reportagem do Jornal do Comércio tentou contatos com representantes da Delegacia Regional do Ministério do Desenvolvimento Agrário no Rio Grande do Sul, mas não encontrou nenhum representante para falar sobre o assunto.

Fonte: Jornal do Comércio | Nestor Tipa Júnior

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