INFORME RURAL | THIAGO COPETTI (INTERINO) | O fantasma que assombra a Emater há 20 anos

 

  • O fantasma que assombra a Emater há 20 anos

    Quem anda pelo Interior, conversa com produtores e acompanha as atividades e notícias do campo dificilmente ouve reclamações sobre o trabalho prestado pela Emater. E são 250 mil famílias atendidas em todas as regiões do Rio Grande do Sul, em programas sociais e de assistência técnica que ajudam a melhorar a renda dos agricultores.
    A possibilidade de a entidade deixar de atuar no Estado assusta produtores e mobiliza políticos e líderes de diferentes partidos e entidades, que se reúnem hoje, às 10h, em Porto Alegre, na Casa do Gaúcho, no Parque Harmonia. A audiência pública deve reunir, de acordo com a Emater, cerca de 3 mil pessoas.
    O ato foi planejado após decisão recente que derrubou a liminar que mantinha o status filantrópico da entidade.
    – Com isso, corremos o risco de ter as contas da Emater bloqueadas, o que impediria a operação dos serviços – explica o presidente da Ascar/Emater, Lino de David.
    Não é apenas a perda da filantropia que assombra o Emater. É difícil entender por que o caso se arrasta há mais de 20 anos. Em 1992, o INSS passou notificar a entidade por contribuições não arrecadadas, que somariam cerca de R$ 2 bilhões. Foi aí o começo do litígio que alimenta esse fantasma no Estado. A Emater gaúcha é a única no país que corre o risco de parar.
    – Só aqui a Emater atua como entidade privada sem fins lucrativos, por uma vontade política da época da criação da entidade, em 1971, que foi unificada com a Ascar, fundada em 1955. Em outros Estados, o problema não existe porque a Emater, fora daqui, é um órgão público, com servidores públicos – explica De David.
    Além de buscar apoio político e popular, o presidente da Emater tenta agendar reunião nesta semana com a ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello. É o MDS que concede o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, que poderia, assim, encerrar o caso sem terminar com o serviço.

  • Safra robusta e cotação recorde

    Com a colheita de trigo chegando ao fim, o Estado já pode comemorar os resultados. O engenheiro agrônomo da Embrapa Trigo Giovani Faé estima que o trabalho estará todo encerrado em 15 dias.
    – O que falta, basicamente, está na região Nordeste, nos Campos de Cima da Serra, em cidades como Vacaria e Lagoa Vermelha – aponta Faé.
    O engenheiro agrônomo avalia que, além de quantidade e produtividade altas, a atual safra do grão será marcada pela qualidade. A maior parte da produção terá força de glúten em torno de 220, o que já caracteriza o produto tipo pão (melhor e mais valorizado).
    No Estado, foram 1 milhão de hectares plantados, que devem render 2,65 milhões de toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O bom volume acabou reduzindo os preços, apesar das quebras no Paraguai e no Paraná. No início do plantio, a cotação ultrapassava R$ 800.
    – Hoje, a tonelada está em torno de R$ 630. Ainda é um bom preço, o maior por tonelada para um mês de novembro. No período de entressafra no Mercosul, a partir de fevereiro, há espaço para subir, mas produtor não tem onde armazenar o grão até lá – lamenta Élcio Bento, analista da Safras & Mercados para o segmento de trigo.

  • Exportação de carne bovina soma US$ 6 bi

    A ampliação da demanda de compradores como Hong Kong, que lidera o ranking atual dos mercados que mais importam carne do Brasil, ajudou o país a alcançar uma marca histórica no mês passado. Em novembro, o Brasil alcançou US$ 6 bilhões em faturamento com exportações de carne bovina.
    O resultado supera a meta prevista para todo 2013, um mês antes do fechamento do ano. Em volume, o país já superou a marca de 1,35 milhão de toneladas destinadas a mais de 130 países.
    De acordo com os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil deverá ser tornar o maior exportador de carne bovina neste ano, à frente da Índia e da Austrália.

  • A Conab e o BNDES vão destinar R$ 15 milhões em recursos não reembolsáveis preferencialmente para agricultores familiares com produção agroecológica ou orgânica, mulheres, jovens e comunidades quilombolas e indígenas.

  • Reúne-se amanhã, a partir das 9h30min, na Capital, a Comissão de Produtoras Rurais da Farsul. Ao final do encontro, que integra a 55ª Etapa do Fórum Permanente do Agronegócio, no auditório da Farsul, será entregue o prêmio Destaque Feminino Rural.

Fonte: Zero Hora

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