INFORME RURAL | THIAGO COPETTI (INTERINO)

 

  • Começou a colheita do trigo, e a venda também

    Acolheita do trigo no Rio Grande do Sul já teve início e, mais do que isso, já tem produtor com dinheiro na mão obtido a partir da venda da atual safra. Com a falta do produto no mercado, quem está com o cereal pronto para negócio deve mais é comercializar logo, recomendam especialistas como Elcio Bento, analista da Safras & Mercado. Os moinhos estão carentes do produto e, apesar de o Paraná estar sempre antecipado nesta cultura, a quebra no Estado foi grande.
    – Mesmo vendendo pequenos lotes, há produtor conseguindo até R$ 850 por tonelada. Esse valor não vai se manter. Teremos boa cotação, mas não nesse patamar. E, diferentemente do que ocorreu em outros anos, moinhos catarinenses e paranaenses estão procurando o grão aqui no Rio Grande do Sul – explica Bento.
    Das cerca de 2,9 milhões de toneladas previstas para serem colhidas no Paraná não devem sobrar mais do que 1,7 milhão, estima Elcio, e com perda na qualidade. A temporada está mesmo para o trigo gaúcho, mas vale lembrar que o clima ainda pode impor perdas se a chuva não se mantiver distante nos próximos dias. Presidente da Fecoagro, Rui Polidoro recomenda que, antes de vender, o produtor tenha claro qual foi seu custo e imponha como meta obter pelo menos 30% de rentabilidade. É por isso que a venda rápida pode ser positiva. Em geral, a comercialização feita logo após a colheita é para compradores locais, o que elimina parte do custo logístico.
    Na Cotrijui, sediada em uma das regiões que mais produzem trigo no Estado, a Noroeste, cerca de 300 toneladas já passaram pelas unidades de Ijuí, Joia e Tenente Portela. De acordo com Uilson Doneda, assessor-executivo da cooperativa, a comercialização via Cotrijui está sendo feita em parceria com a Nidera Sementes, uma das credoras da cooperativa:
    – Os produtores que estão entregando nas nossas unidades recebem acima de R$ 40 a saca.
    Pelo bom momento, o trigo está justificando ainda mais, neste ano, o tom dourado que traz aos campos gaúchos.

  • Parece hóquei, mas é com cavalo e uma bola com alças de couro. E antigamente era um pato mesmo, vivo, o “objeto” arremessado para dentro do circulo que caracteriza o gol. Depois dessa breve explicação, fica o alerta para que as famílias do Sul do Estado se agendem para acompanhar uma curiosa atração do próximo domingo. O primeiro campeonato do Jogo do Pato será realizado durante a Expofeira de São Lourenço do Sul.
    O objetivo das equipes, compostas de quatro ginetes cada, é fazer a cesta em um arco com um metro de diâmetro e fixado a 2,70 metros de altura. O competidor deve conduzir a bola sempre com a mão direita, sendo permitido o uso da esquerda apenas para capturá-la. O jogador com a posse da bola tem o direito de passagem e não pode ser atravessado (o adversário pode tentar desarmar o oponente apenas no sentido paralelo e na mesma direção). Além disso, as infrações graves, em qualquer lugar do campo, podem ser punidas com pênalti. De acordo com João Alberto Rocha, um dos organizadores, a ideia é atrair mais adeptos para a modalidade:
    – Nesta competição teremos seis equipes, pelo menos. Por enquanto, só tivemos equipes da região, mas futuramente queremos atrair gente de todo o Estado.

  • Principal influência positiva na balança comercial brasileira em 2013, o mercado de carne bovina acumulou crescimento de 19,4% no volume de produtos exportados para mais de 130 países entre janeiro e setembro. No total, foram 1,085 milhão de toneladas negociadas, representando faturamento de US$ 4,8 bilhões, valor 13% superior ao registrado no ano passado (US$ 4,2 bilhões).

  • Melhor e mais produtiva

    No Seminário Estadual de Produção de Mudas de Erva-Mate, ontem, em Arvorezinha, Estado e município firmaram parceria para traçar um mapa genético da planta. A ideia é buscar a Ilex paraguariensis que mais se adapta ao nosso clima. O que, consequentemente, levará o produtor a plantar mudas com melhor rentabilidade e sabor.

  • Brasil contestará restrições na OMC

    As restrições impostas pela África do Sul, China e Japão à carne bovina brasileira serão contestadas na Organização Mundial do Comércio (OMC). Os três suspenderam as compras do Brasil em dezembro de 2012, na época da confirmação de um caso de morte de um animal pela chamada doença da vaca louca, no Paraná em 2010. O Brasil alega que, apesar do episódio, o país tem risco insignificante para Encefalopatia Espongiforme Bovina.
    O Instituto Nacional de Estudos Jurídicos e Empresariais promove, no dia 26, o curso Tributação do Agronegócio: Questões Atuais e Polêmicas. Informações: (51) 3388-8023
    Colaborou Fernando Goettems

Fonte: Zero Hora

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