INFORME RURAL | THIAGO COPETTI (INTERINO)

 

  • As estradas e os silos que a nova supersafra encontrará

    Anecessidade de escoar e armazenar a safra é tão previsível quanto o próprio período de plantio. Essa lógica, porém, se tornou um pesadelo para muitos produtores, especialmente em épocas de grandes colheitas. Ainda que com menos intensidade do que ocorreu em Mato Grosso, também houve gaúcho que precisou, neste ano, armazenar soja do lado de fora dos silos. Caminhões foram transformados em depósitos ambulantes e, em casos extremos, teve até produtor deixando o grão ao ar livre.
    Para o ciclo 2013/2014, o cenário é menos nebuloso no que diz respeito aos locais que abrigarão até 13,3 milhões de toneladas de soja. Presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro), Rui Polidoro diz que é visível o crescimento no número de silos erguidos dentro das propriedades. Ele também deposita confiança na mecanização dos desembarques nas cooperativas e na ampliação de crédito para construção de estruturas. Menos otimista está o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), Décio Teixeira, que espera pela repetição da temporada 2012/2013, sobretudo quanto às condições das estradas e dos caminhões que transportam a safra.
    – Tem muita ponte balançando pelo Interior. Não é uma ou duas. Também há muito caminhão velho e muita estrada ruim. Se tivermos essa supersafra, não vai ser fácil – reclama Teixeira.
    O ponto final do grão exportado, pelo menos, não deve ter maiores problemas. Em Rio Grande, o Grupo CCGL (Termasa/Tergrasa) finaliza até abril um armazém com 150 mil toneladas de capacidade, que se somam às atuais 300 mil toneladas, de acordo com o diretor-superintendente da companhia, Guillermo Dawson. Também em Rio Grande, a Companhia Estadual de Silos e Armazéns investe na mecanização da descarga e retoma a operação de três células de armazenamento. Resta ver como se comportará o escoamento da oleaginosa no Paraná e em São Paulo. Se direcionarem parte de suas cargas para cá, como fizeram antes, o tráfego pode afunilar no Sul, com respingos em outras regiões do Estado.

  • Preço e prazo extra para plantio

    Dois temas estão irrigando as preocupação dos produtores de arroz no Estado: a possibilidade de o governo realizar um novo leilão para o grão e a necessidade de ampliar o tempo do plantio para não ficar sem o seguro agrícola. Não foi para resolver nenhum deles que o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz), Henrique Osório Dornelles, estava em Brasília, ontem. Os temas, porém, acabaram se impondo.
    – Viajei para um evento no Senado sobre tarifas de energia elétrica para irrigação e acabei indo ao Mapa (Ministério da Agricultura) ver esses dois casos. Saio daqui tranquilo pela sinalização de que o governo não pretende derrubar os preços do grão com um novo leilão, o que já afetou produtores neste ano e no ano passado.
    O segundo assunto que está sendo encaminhado pela entidade também tende a ser favorável ao produtor, avalia Dornelles. A Federarroz quer a ampliação do prazo para o plantio do grão dentro do zoneamento agrícola, necessário para garantir o seguro. Como o excesso de chuva, algumas regiões seguem com o plantio ou estão replantando o grão, atividade que deveria ter sido encerrada no último dia 20.

  • Situação do vinho a granel preocupa

    Saber se o vinho gaúcho a granel e de mesa vêm sendo comercializado por preços abaixo do custo de produção é uma das respostas que o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) espera obter por meio de um levantamento de preços, em convênio fechado com a Universidade de Caxias do Sul (UCS). O vinho de mesa corresponde a 85% do total de vinhos elaborados pelo setor e cerca de metade é comercializado a granel. De acordo com o presidente do conselho deliberativo do Ibravin, Alceu Dalle Molle, o cenário neste segmento é preocupante. O setor deve chegar ao final de 2013 com 270 milhões de litros de vinho de mesa estocados (com um excedente em torno de 120 milhões de litros).

  • As exportações agropecuárias gaúchas aumentaram US$ 2,4 bi de janeiro a outubro, com alta 91,5% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Fundação de Economia e Estatística.

  • – No domingo, quatro cabanhas se juntam para realizar a sexta edição do Legenda Crioula, que ocorre a partir das 21h na Associação Rural de Bagé, colocando em pista 45 animais.

  • Termina amanhã o prazo para a segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa, que deve ser encerrada com cerca de 6 milhões de animais imunizados.

Fonte: Zero Hora

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