INFORME RURAL | THIAGO COPETTI (INTERINO)

 

  • Os danos do abigeato vão além do dinheiro

    É entre novembro e dezembro que o abigeato traz ainda mais preocupação aos pecuaristas. Com a aproximação das festas de fim de ano, aumenta o consumo de carne, e quadrilhas pegam carona na demanda. A preocupação, além das perdas econômicas, é pela ameaça que os ataques impõem à vida de funcionários e proprietários.
    – Tem gente trabalhando na terra de dia e indo para a cidade, de noite, para dormir – conta Hermes Ribeiro de Souza Filho, diretor da Federação da Agricultura (Farsul) e pecuarista de Caçapava do Sul, que já teve a propriedade atacada mais de uma vez.
    Não são poucos os casos que acabam em morte, agressões e traumas. Na semana passada, em evento realizado em Pelotas, foram muitos os relatos de capatazes, peões e proprietários vítimas de ação criminosa. Em alguns casos, o número de ocorrências registradas tem redução. O setor diz que o problema cresce.
    – Muitos nem fazem ocorrência depois de quatro, cinco roubos, que não são solucionados. O que queremos é uma ação coordenada, que entrem no combate à criminalidade a Brigada Militar, a Polícia Civil e a Polícia Federal, com suas inteligências, e a Vigilância Sanitária, para coibir o consumo e a venda. O apoio das prefeituras também é fundamental – explica Fabio Rodrigues, conselheiro fiscal da Farsul, que já sofreu a perda de um funcionário, vítima de latrocínio, em Santa Vitória do Palmar.
    Um exemplo de como a presença policial inibe o crime é Capão do Leão. No ano passado, foi criada uma patrulha rural, com apoio da BM, e divulgado entre os produtores um telefone para denúncias. O número de bovinos levados pelas quadrilhas caiu de 179 para 112, entre 2011 e 2012, de acordo com levantamento divulgado pelo presidente do sindicato rural da cidade, Clóvis Victória.
    Em agosto, durante a Expointer, o governo do Estado anunciou, dado o volume de queixas do setor, a criação do Comitê de Gestão da Transversalidade das Ações de Combate ao Abigeato e Abate Irregular de Animais. O grupo se reunirá na próxima segunda-feira, em Alegrete.
    – O nome é pomposo, mas cadê os resultados? Queremos que o Estado nos diga, de forma prática e direta, o que vai fazer – critica Rodrigues.
    Quem responde é o delegado Carlos Sant’Ana, secretário-executivo do comitê:
    – Estamos reunindo equipes de cinco secretarias (Segurança Pública, Fazenda, Saúde, Agricultura e Meio Ambiente), além das prefeituras. Isso vai nos ajudar em blitzes. E também estamos integrando os sistemas de cada órgão para ampliar os trabalhos de investigação e inteligência. Além disso, estamos fazendo um mapeamento das estradas vicinais, muito utilizadas em rotas de fuga.
    Reforço policial no Interior, porém, como pedem pecuaristas e prefeitos, está descartado no momento.

  • Trigo farto e de qualidade

    O primeiro levantamento realizado pela Emater sobre a atual safra de trigo indica produtividade média de 2.632 kg/ha, a terceira melhor da história. Se mantidos os bons indicadores, o valor bruto da produção pode somar R$ 1,793 bilhão, utilizand como base o atual preço médio pago ao produtor na semana (R$ 665/t).
    As primeiras lavouras colhidas no Estado ainda não são muitas e estão, em sua maioria, nas regiões da Fronteira Oeste e Missões. Em propriedades onde o cereal já foi retirado do campo é bom tanto o rendimento quanto a qualidade, de acordo com os técnicos da Emater.
    A adversidade climática (chuvas pesadas e geadas), registrada durante o mês setembro, não afetou de modo significativo a maioria das lavouras. Nesse sentido, entre as 12 regiões administrativas da Emater, a de Santa Rosa é a única na qual o rendimento médio atual está menor que o esperado inicialmente. Nas demais, a quantidade observada está em patamar superior.
    Na região de Passo Fundo, uma das principais produtoras, o trigo ainda não está sendo colhido, mas já mudou as cores do campo.
    No site zerohora.com/campo e no endereço zhora.co/H45WmQ veja o slide que mostra a transformação da lavoura entre os meses de setembro e outubro. A expectativa é de que o Estado colha o total de 2,695 milhões de toneladas de trigo neste ano.

  • STF julga ação contra o Funrural

    O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu como inconstituicional o desconto de 2,1%, referente ao Funrural, que o empregador rural pessoa física é obrigado a pagar sobre os valores de tudo o que comercializa. A decisão atende a uma ação da Kümmel & Kümmel Advogados, de Santa Maria, que trabalha com mais de 200 processos relacionados ao tema e busca a devolução dos valores pagos. Como ainda há recursos do governo federal em outro processo, a interrupção da cobrança não é automática, diz o advogado Ricardo Wollbrecht.

  • Criação conjunta de gado leiteiro

    Candelária, Roca Sales e Nova Bréscia deram início ao processo de participação no Programa Associativo de Produção Leiteira da Dália Alimentos. O programa prevê a participação entre 14 e 18 produtores de leite, que se disponibilizarão em transferir os animais para uma única instalação construída e administrada pela cooperativa.

  • A BRF anunciou ontem o nome de Sérgio Fonseca para o cargo de CEO Brasil, dando continuidade ao processo de revisão da estrutura administrativa da companhia, iniciado em agosto.

Fonte: Zero Hora

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