INFORME RURAL | THIAGO COPETTI

 

  • A Expointer, a chuva e o trânsito

    O número final de animais inscritos na Expointer, que deve ser divulgado hoje pela Secretaria Estadual da Agricultura, pode chegar a cerca de 7,6 mil (20% acima dos 6,2 mil registrados em 2012). Ainda que o número de inscritos não seja indicativo de como serão os negócios no parque, como ressalta o secretário Luiz Fernando Mainardi, é sempre melhor anunciar aumento do que redução. E crescimento é o que Mainardi projeta para a venda de máquinas agrícolas já que os bancos e o governo federal não cansam de dizer que recursos não faltarão e os produtores estão capitalizados pela supersafra de grãos.
    – Vivemos um momento como há muito não se via. E é o setor de máquinas o maior segmento de negócios – resume Mainardi.
    É nesse cenário que todas as projeções para feira vão de vento em popa. Mas isso vale apenas para dentro do parque Assis Brasil, em Esteio. Chegar até lá é que deve ser o problema. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) já alerta que o trânsito deve ser mais complicado, especialmente para quem precisar chegar ao parque vindo no sentido Interior-Capital. As obras de construção de um viaduto na BR-116, em Sapucaia do Sul, devem causar transtornos. Assim, a recomendação é para que os frequentadores da Expointer utilizem o trensurb. A estação em frente ao parque, porém, está em obras e não é incomum chover até dentro do terminal, como ocorreu no último final de semana.
    Usuários reclamam de esperar o trem debaixo do guarda-chuva, mesmo onde deveriam estar protegidos da intempérie, e ainda dividem espaço com baldes colocados sob goteiras. E como já é praxe, deve chover durante a feira, que começa no dia 24. Até hoje, diz o diretor do parque, Telmo Motta Junior, houve apenas uma Expointer sem chuva. Lá, Motta garante que a lição de casa foi feita, e a drenagem deve garantir a menos enlameada das últimas feiras.

  • Campo & Lavoura também na Gaúcha

    Editora e colunista de agronegócio de Zero Hora, a jornalista Gisele Loeblein, titular desta coluna, agora tem participação no programa Atualidade, da Rádio Gaúcha, e também fará entradas especiais na programação da emissora falando de um dos principais setores da economia do Estado. Nas segundas-feiras, Gisele participa do Chamada Geral 1ª edição, que começa às 11h. Nas quartas, a jornalista fala sobre agronegócio no Gaúcha Repórter, a partir das 14h. Nas sextas, a conversa é pela manhã, com Rosane de Oliveira e André Machado no Gaúcha Atualidade, a partir das 8h10min.

  • Educação sobre rodas

    Para ampliar o contato entre técnicos e produtores, a Dália Alimentos, de Encantado, colocará na estrada um furgão-escola. O veículo vai percorrer as propriedades rurais reunindo produtores para conversar com veterinários, zootecnistas e técnicos. O projeto Escola do Leite foi montado sobre uma camioneta adaptada para sala de aula e equipada com um toldo aéreo de proteção para sol e chuva, televisor de 65 polegadas, sistema de áudio, vídeo e retroprojetor, com capacidade para atender 40 pessoas sentadas.
    A periodicidade das visitas ao produtor varia conforme a produção de leite, obedecendo a um cronograma de até 180 dias, e precisava ser ampliado.
    – Produtores menores acabam sendo visitados uma ou duas vezes ao ano, gerando insatisfação – diz o gerente da divisão produção agropecuária, Igor Weingartner.
    As primeiras aulas da Escola do Leite, no próximo mês, serão oferecidas aprodutores de Anta Gorda, Arvorezinha, Doutor Ricardo, Ilópolis, Itapuca, Nova Alvorada, Putinga e Relvado.

    Por aqui não deve vingar

    É visto com reserva no Rio Grande do Sul o movimento idealizado no Mato Grosso do Sul e denominado Semana da Dependência. O movimento prega um boicote do setor produtivo – por meio da suspensão da venda de diferentes produtos agropecuários, especialmente carne e grãos, entre os dias 20 de agosto e 20 de setembro – como forma de forçar o governo federal a reduzir os custos de produção e impedir a demarcação de terras indígenas. Consultadas por ZH, Farsul e Fetag preferem não falar sobre a campanha.

  • Pensando o agronegócio

    Assume a presidência da Academia Nacional de Agricultura, no próximo dia 15, ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. A meta é transformar a instituição em um “chapéu pensador do agronegócio brasileiro”, e um dos focos está no comércio exterior.
    –Penso que aqui há um papel importante para o Itamaraty jogar junto conosco. O comprador, lá fora, quer comprar matérias-primas para agregar valor lá. Da mesma forma que eu quero agregar valor aqui – disse Rodrigues, ressaltando que Brasil não tem acordo bilateral com nenhum país.

Fonte: Zero Hora

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