INFORME RURAL | Irineu Guarnier Filho

 

  • Logística eleva preços nos EUA

    Em um momento em que os problemas logísticos do país para escoar a safra de 185 milhões de toneladas, conforme levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), são exaustivamente discutidos por autoridades e representantes do setor primário, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) divulga alerta de mercado apontando que a dificuldade de escoamento no Brasil está elevando os preços da soja nos Estados Unidos.
    Segundo os pesquisadores, a falta de caminhões, o frete elevado e as recentes chuvas têm interrompido a entrega nos portos. Diante desse cenário, os importadores têm demandado cada vez mais soja dos Estados Unidos. No entanto, os estoques americanos estão baixos e isso tem motivado reajustes dos contratos futuros do grão e de seus derivados na Bolsa de Chicago.
    Conforme o alerta do Cepea, em Mato Grosso, as estradas estão deficitárias e o tráfego intenso de caminhões tem até mesmo interditado trechos das pistas das rodovias, gerando atrasos nas entregas da oleaginosa, refletindo-se em lentidão dos negócios à vista para a soja. Ontem, o preço da soja em Chicago fechou a R$ 15,15 o bushel.

  • Mate com endereço

    Mais um produto tipicamente gaúcho começa a percorrer o caminho da busca pela Indicação Geográfica. Depois dos vinhos de várias latitudes e da carne do Pampa gaúcho, os produtores de erva-mate da região do polo do Vale Alto do Taquari estão de olho na distinção concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).
    A partir de amanhã, um seminário em Ilópolis vai discutir, durante dois dias, ações para fortalecer o setor produtivo e industrial. Essa é a segunda etapa do trabalho desenvolvido em conjunto pela Associação dos Produtores de Erva-Mate do Alto Vale do Taquari em conjunto com o Ministério da Agricultura, a Secretaria da Agricultura do Estado, o Instituto Brasileiro do Mate (Ibramate) e a Emater. O passo agora é identificar e registrar as cultivares que são utilizadas pelos agricultores.
    – Os ervais daquela região são diferenciados dos demais polos do Rio Grande do Sul por causa da altitude e do clima mais frio. Isso dá uma qualidade e um sabor diferenciado, menos amargo, para o produto – ressalta o supervisor regional da Emater de Lajeado, Marcelo Brandoli.

  • Para entender a regra

    Porto Alegre recebe hoje workshop especial sobre a Norma Regulamentadora que estabelecerá novas diretrizes para a atividade dos frigoríficos.
    O evento se realiza na sede da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), em promoção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Serviço Social da Indústria (Sesi).
    Com o objetivo de esclarecer as empresas abatedoras do setor de aves, suínos e bovinos sobre a norma relativa ao trabalho no setor frigorífico, o workshop contará com palestras que tratam de perspectivas técnicas e jurídicas.

  • Hora do cadastro ambiental

    Os ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinaram ontem acordo de cooperação técnica para regularização ambiental de imóveis rurais, por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR).
    Entre as ações do Ministério da Agricultura, está a divulgação da importância do cadastro para o produtor rural, o apoio à mobilização de proprietários e posseiros rurais para a inscrição no cadastro e para a adesão ao Programa de Regularização Ambiental, no âmbito do Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono.

  • Inspiração no Texas

    Um grupo de 40 pecuaristas brasileiros, incluindo o gaúcho Daniel Teixeira, de São Gabriel, passou oito dias no Texas conhecendo todo o processo de produção e industrialização da carne americana.
    Promovida pela consultoria BeefPoint, a missão técnica teve o objetivo de mostrar uma visão mais ampla de como funcionam os procedimentos, desde a criação dos animais até a hora de colocar o produto no varejo.
    Outro gaúcho da delegação foi Fernando Velloso, consultor da área, que participou como um dos guias técnicos da viagem.

  • Frango viajante

    291,1 mil
    toneladas foi o volume de exportações de carne de frango no mês de fevereiro, segundo a União Brasileira de Avicultura (Ubabef), alta de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

  • Caras e nomes da suinocultura

    Os dois são nomes consagrados na suinocultura gaúcha e brasileira e atuantes em defesa do produtor. No Informe Rural de ontem, porém, a informação da posse para mais um mandato frente à Associação dos Criadores de Suínos do Estado, foi publicada com a imagem de Flauri Migliavacca, diretor técnico da empresa de nutrição animal Mig-Plus. O correto teria sido a foto acima, do dirigente Valdecir Folador. Depois de uma participação ativa na CPI das Carnes, há 10 anos, Folador se firmou no cenário da suinocultura gaúcha. Foi conduzido à presidência da entidade a pedido de líderes do segmento.

  • Migliavacca

  • Poderia ter sido pior

    Quando se considera que o agronegócio representa 40% do PIB gaúcho, as perdas agrícolas causadas pela seca do verão passado poderiam ter tido um impacto maior na economia do Estado. Felizmente, a queda do PIB não ultrapassou 1,8%, o campo assimilou o golpe, e se encaminha para uma supersafra com preços animadores.
    A limonada que saiu deste limão azedo foi a corrida dos agricultores aos equipamentos de irrigação – iniciada na última Expointer e confirmada na recente Expodireto. Na última década, as estiagens causaram um comprometimento do potencial produtivo das lavouras gaúchas de 70%. Mesmo assim, dos quase 430 mil estabelecimentos agrícolas gaúchos, apenas 26,8 mil utilizam algum tipo de irrigação. Mas esse quadro começa a mudar. Até porque, há 20 anos, o custo para irrigar um hectare de lavoura era igual ao valor do hectare. Hoje, representa apenas 30% do preço da terra.

Fonte: Zero Hora

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