INFORME RURAL | GISELE LOEBLEIN | O crédito rural ficou diferente

 

  • O crédito rural ficou diferente

    Foi com euforia que o setor recebeu os anúncios do Plano Safra feitos na semana passada pela presidente Dilma Rousseff. Serão R$ 136 bilhões para a agricultura empresarial com uma linha específica para o financiamento de armazéns privados , e outros R$ 21 bilhões, via Pronaf, com foco nos agricultores familiares.
    Esse é o dinheiro que estará à disposição – ou mais, se assim os produtores precisarem, conforme ressaltou a presidente. Mas a composição que permite hoje essa liberação de crédito é bem diferente do que foi no passado, como mostra levantamento da assessoria econômica da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).
    Até a década de 1980, o Tesouro Nacional era a grande fonte de recursos para financiamento agrícola. Para se ter uma ideia, em 1986, a participação era de 64,9%. Ao longo dos anos, porém, houve uma mudança de perfil e o crédito acabou se profissionalizando ou se privatizando, como define o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz. Os bancos passaram a entrar com a maior parte do capital nos financiamentos de custeio e comercialização, com o governo fazendo a equalização das taxas de juros. Ou seja, cobrindo a diferença entre a taxa – reduzida – cobrada do produtor pelo financiamento e a taxa original.
    Em 2012, o percentual de recursos do Tesouro usados nos Planos Safras havia encolhido para 0,1%. Em cifras, o dinheiro público gasto no ano passado para tornar viável os financiamentos foi de R$ 3,62 bilhões – o que equivale a 3% do total contratado do Plano Safra.
    – O fato de o governo federal ter privatizado o crédito rural foi muito positivo, porque profissionalizou as operações. Mas quando há um anúncio do Plano Safra, as pessoas acham que aquele valor é todo de dinheiro público – ressalta Luz.
    Outra curiosidade da análise: em valores correntes, a maior quantia já liberada para o setor foi em 1979: R$ 140,01 bilhões – ou Cr$ 448,73 bilhões, na moeda da época.

  • Na carona das sensações da soja

    Sentir os efeitos do clima sobre as lavouras de soja do país é uma das propostas do caminhão itinerante que percorrerá 12 Estados, 58 cidades e 18,5 mil quilômetros dentro do projeto Operação Soja. A ação da empresa FMC começou neste mês e passará por nove cidades gaúchas até setembro.
    Dentro do veículo, três estações mostram por meio de experiências sensoriais como é o ciclo de desenvolvimento do grão (na foto acima, a estação 1, que traz um guia explicativo e réplicas das principais doenças da soja).
    Na segunda estação, áudios e efeitos especiais reproduzem a força do tempo sobre as plantações.
    – O projeto também orienta sobre as principais doenças da cultura, com explicações de manejo e soluções tecnológicas para melhorar a qualidade e a produtividade – explica Flavio Centola, gerente de fungicidas da FMC.
    O roteiro do caminhão pelo Estado inclui Cachoeira do Sul, São Gabriel, Ijuí, Lagoa Vermelha, Erechim, Passo Fundo, Carazinho, Palmeira das Missões e Seberi.

  • Arroz no cardápio de fast food

    Os chineses ganharam uma opção extra no cardápio do McDonald’s. Desde o início da semana, a rede americana de fast food está oferecendo, no menu das 1,7 mil lojas do país asiático, arroz. São itens como rolinhos de frango ou carne com arroz.
    – Nossas novas opções são exemplos de como a marca vem inovando para trazer mais opções aos clientes chineses, porque isso é o que eles querem – afirmou o presidente do McDonald’s na China, Kenneth Chan.

  • Gramado recebe no próximo fim de semana a Convenção Brasileira de Criadores de Devon. Além de debater os rumos da raça, o evento terá um remate virtual, com a oferta de 186 animais e 200 doses de sêmen.

Fonte: Zero Hora

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